Revista da Farmácia

Bastidores da Andreani Logística que movimentam medicamentos com precisão

Estrutura da Andreani conta com quatro centros de distribuição estrategicamente posicionados, mais de 57 mil m² de área de armazenagem e capacidade para 52 mil posições-palete (Foto: Divulgação)

Por trás da chegada de um medicamento à prateleira de uma farmácia ou de um dermocosmético ao balcão de uma clínica existe uma cadeia logística que opera longe dos holofotes — e que não admite falhas. Exigências regulatórias rigorosas, controle térmico preciso e rastreabilidade contínua definem as regras do jogo em um segmento onde qualquer desvio pode comprometer a segurança do produto e do paciente.

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É nesse ambiente que a Andreani Logística, operadora de origem argentina, construiu uma estrutura robusta no Brasil, com quatro centros de distribuição estrategicamente posicionados, mais de 57 mil m² de área de armazenagem e capacidade para 52 mil posições-palete. O principal hub da companhia, localizado em Embu das Artes (SP), concentra cerca de 35 mil m² de área operacional e abriga fluxos dedicados a medicamentos, produtos termossensíveis, dermocosméticos, cosméticos e itens de higiene pessoal.

“Esse setor exige um nível de precisão muito superior ao de uma operação convencional. Trabalhamos com produtos altamente sensíveis e regulados, o que demanda acompanhamento contínuo ao longo de toda a jornada. Nosso foco é desenvolver processos robustos que ofereçam segurança e previsibilidade para operações que não admitem desvios”, afirma Djalma Campos, diretor de Operações da Andreani.

Atualmente, a companhia movimenta milhões de unidades por mês, englobando atividades de armazenagem, adequação, distribuição nacional e logística reversa. A operação atende indústrias dos setores farmacêutico, médico-hospitalar, higiene pessoal e dermocosmético em diferentes regiões do país.

O que acontece antes de o produto sair do armazém

A operação começa antes mesmo de um item ser armazenado. No recebimento, cada remessa passa por validações físicas e sistêmicas que verificam documentação, quantidade, número de lote e integridade das embalagens. Apenas após essa triagem os produtos são direcionados a fluxos específicos, definidos por critérios como faixa de temperatura, grau de criticidade regulatória e comportamento de demanda.

Na sequência, entram em ação as etapas de separação, etiquetagem, adequação, conferência e expedição. A operadora atende tanto pedidos fracionados quanto cargas fechadas, com distribuição em escala nacional. O desafio diário está em gerenciar um portfólio amplo de SKUs, absorver oscilações sazonais do mercado e manter precisão absoluta, já que qualquer inconsistência relacionada a lote, validade ou acondicionamento pode comprometer toda a cadeia de suprimentos.

“Além da infraestrutura física, visibilidade e agilidade são fatores decisivos para a estabilidade operacional. Precisamos enxergar o processo de ponta a ponta, reagir rapidamente a imprevistos e, sobretudo, antecipar riscos antes que se tornem problemas”, reforça Campos.

A estabilidade térmica é outro pilar inegociável. Medicamentos e determinados produtos de saúde exigem condições controladas desde a saída do fabricante até a entrega final. Para garantir esse controle em cada elo, a Andreani opera com câmaras refrigeradas dedicadas, frota com climatização ativa e caixas térmicas passivas homologadas para operações especializadas.

Tecnologia que antecipa riscos

A rotina operacional da companhia é sustentada por uma camada tecnológica que vai além do monitoramento básico. Sistemas integrados de gestão, leitura por radiofrequência, APIs de integração e ferramentas de acompanhamento em tempo real via WMS permitem rastrear cada etapa do processo e ampliar a capacidade analítica das equipes. Dashboards de controle, gestão de SLA e mecanismos avançados de inventário complementam esse ecossistema, contribuindo para maior previsibilidade e menor margem de erro.

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A segurança completa esse conjunto. Diante do aumento na movimentação de produtos de alto valor agregado e dos desafios inerentes ao transporte de cargas sensíveis, a empresa adota protocolos específicos de contingência, rastreamento ativo de veículos e planejamento dinâmico de rotas, assegurando que o produto certo chegue ao destino correto, nas condições ideais.

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