Revista da Farmácia

Marcas próprias podem triplicar participação de mercado

Foto: Divulgação

O mercado de marcas próprias atravessa um momento de expansão global, registrando alta de 5,6% nas vendas em 2024. No Brasil, esse avanço é ainda mais acelerado: 45% dos lares já consomem esses produtos, 60% repetem a compra e 21% respondem por metade de todo o gasto no segmento. Essa mudança de hábito apresenta ao mercado um consumidor mais estratégico, que busca equilíbrio entre custo e qualidade, e se traduz em oportunidades para o varejo ampliar portfólios e conquistar novos públicos.

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Essas e outras tendências e oportunidades do segmento serão abordadas na 3ª edição do PL Connection, principal evento de private label da América Latina, que acontece nos dias 26 e 27 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo. Realizado pela Francal, maior promotora e ecossistema de eventos da América Latina, em aliança com a Amicci, maior ecossistema de private label do continente, o evento reunirá mais de 100 representantes da indústria, do varejo e de fornecedores especializados.

“A realização do PL Connection traduz, em um único ambiente, o movimento de transformação que o mercado de marcas próprias vive no Brasil e no mundo. Reunimos indústria, varejo e fornecedores para debater tendências, fechar negócios e criar conexões que aceleram a presença dessas marcas no dia a dia do consumidor. Entendemos que a realização desse evento contribui ativamente para o fortalecimento do setor e para ampliar as oportunidades de crescimento de um mercado que só tende a ganhar relevância nos próximos anos”, afirma Fernando Ruas, CEO da Francal.

Pesquisas recentes indicam que o país é um dos mercados com maior potencial para ampliar a participação das marcas próprias, especialmente pela entrada em categorias essenciais e pela diversificação de portfólios de alto valor percebido. Segundo a Nielsen, nos últimos anos o segmento registrou crescimento de 27,2% no valor das vendas, mais que o dobro do avanço das marcas de fabricantes, que foi de 11,1% no mesmo período.

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Os números também mostram que a penetração das marcas próprias vai além de uma alternativa econômica. Produtos para casa e itens de uso doméstico lideram a preferência dos consumidores, com 40% de penetração, seguidos por cuidados pessoais (35%), roupas, sapatos e acessórios (27%), comida industrializada (26%) e bebidas não alcoólicas (20%).

A categoria de beleza e cosméticos, tradicionalmente dominada por grandes fabricantes, já representa 18% das compras, sinalizando uma mudança na percepção de qualidade e diversidade da oferta. Essa evolução é reforçada pela ampliação de canais como supermercados regionais, atacarejos e farmácias, que aumentaram em 6,5% o número médio de itens disponíveis por loja.

Outro dado importante do mercado de marcas próprias no Brasil aponta que a percepção de valor dos produtos também vem crescendo: 69% dos consumidores brasileiros afirmam que as marcas próprias oferecem produtos de melhor qualidade, superando a média global de 59%; 62% dizem que atendem às suas necessidades tanto quanto as marcas tradicionais; e 59% destacam o potencial de economia. Além disso, entre os compradores, 21% são fiéis e respondem por metade do consumo no segmento, com forte presença nas classes A/B (39%, contra 30% da média nacional), de acordo com a Nielsen.

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Para Antônio Sá, sócio-fundador da Amicci, o setor caminha para um novo patamar. “Estamos diante de um cenário que indica que as marcas próprias deixarão de ser apenas alternativas econômicas para se consolidarem como ativos estratégicos no varejo brasileiro. Com consumidores mais receptivos, canais diversificados e tecnologia para acelerar a execução, o setor tem espaço para triplicar sua participação nos próximos anos, alinhando competitividade, inovação e fidelização”, conclui.

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