Revista da Farmácia

Pague Menos registra aumento de 153% na venda de GLP-1 no 1T26

Foto: Divulgação

A Pague Menos reafirma seu protagonismo na democratização do acesso aos medicamentos GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, que impactam não apenas o cenário da saúde, mas também o consumo em geral. Os reflexos desse avanço já podem ser percebidos em setores como alimentação, bebidas, moda e até aviação.

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No primeiro trimestre de 2026, a rede registrou um crescimento de 153% nas vendas de GLP-1 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os medicamentos passaram a representar 9,1% do faturamento total da companhia, posicionando a Pague Menos na vanguarda dessa transformação do mercado farmacêutico.

Na terça-feira (09/06), a rede realizou o primeiro fórum no Brasil sobre o impacto econômico do GLP-1, indo além do debate sobre emagrecimento. Com o tema “O Próximo Capítulo da Saúde e a (R)evolução do Consumo”, o evento reuniu grandes empresas e investidores para discutir não apenas um medicamento, mas uma transformação estrutural no comportamento humano, com impacto direto no consumo, na saúde e em múltiplas indústrias.

O mercado de GLP-1 no Brasil é um dos mais dinâmicos do mundo. Atualmente, 5,5% da população brasileira utiliza esses medicamentos para perda de peso — percentual superior à média global de 3,7% e 40% maior do que o registrado nos Estados Unidos, segundo levantamento da EMS.

Essa expansão passa por um momento de virada estrutural, impulsionado principalmente pela redução de preços decorrente do fim de patentes e da ampliação do acesso. Para Jonas Marques, CEO da Pague Menos, a estimativa é que o mercado formal de GLP-1 no Brasil alcance R$ 50 bilhões até 2030.

A redução nos preços dos medicamentos à base de GLP-1 tem potencial para ampliar significativamente o acesso ao tratamento. Um dos exemplos apresentados pela Pague Menos foi o Poviztra, medicamento produzido pela Novo Nordisk e distribuído pela Eurofarma, que passou por uma redução de preço, fazendo com que a dosagem mensal chegasse a R$ 299,50. Após esse movimento, a rede observou um aumento de 100,8% no número de clientes e de 178% nas unidades vendidas, sendo que 84% dos novos consumidores nunca haviam utilizado semaglutida ou tirzepatida.

De acordo com dados da NielsenIQ, 4,6% dos lares brasileiros já fazem uso de medicamentos injetáveis à base de GLP-1, enquanto outros 26% são potenciais consumidores, que ainda não utilizam o tratamento devido ao custo ou receio em relação ao uso.

Atualmente, 69% dos usuários de GLP-1 no Brasil pertencem à classe A, que representa apenas 4% da população. Ao tornar o tratamento mais acessível às classes B e C — que somam cerca de 110 milhões de brasileiros —, a Pague Menos enxerga um vasto potencial de expansão do mercado.

A estratégia da rede para viabilizar esse acesso ocorre em diversas frentes. Com a entrada de genéricos nacionais, a expectativa é de forte expansão de volume, especialmente considerando a capilaridade da companhia, presente em todos os estados do país.

Além disso, a Pague Menos investe na estruturação de uma cadeia fria robusta para a entrega de medicamentos termolábeis, garantindo qualidade e eficácia do tratamento. A empresa também utiliza dados de fidelidade para personalizar a jornada do paciente, oferecendo suporte contínuo e impulsionando a venda de categorias de maior margem, como suplementos e vitaminas. Esse ecossistema é complementado por uma estrutura com mais de 1.180 consultórios farmacêuticos.

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“Estamos diante de uma das mudanças mais potentes desde a descoberta da penicilina. Nosso objetivo é garantir que essa inovação chegue a todos que precisam, democratizando o acesso e melhorando a qualidade de vida de milhões de brasileiros”, destaca Jonas Marques, CEO da Pague Menos.

O fórum promovido pela Pague Menos, em parceria com o Itaú BBA, reuniu executivos de grandes empresas de diversos setores, reforçando a visão de que os medicamentos GLP-1 representam não apenas uma revolução na saúde, mas também um novo capítulo na dinâmica do consumo e da economia.

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