Revista da Farmácia

Pague Menos amplia lucro líquido ajustado em 19,5%

Foto: Divulgação

A Pague Menos encerrou o terceiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 96,3 milhões, crescimento de 19,5% em relação ao mesmo período de 2025. A receita bruta alcançou R$ 4,4 bilhões, alta de 6,9% na comparação anual. O desempenho foi acompanhado por avanços na rentabilidade, expansão dos canais digitais e fortalecimento da geração de caixa, além da continuidade da redução da alavancagem financeira.

Espaço publicitário

O crescimento das vendas foi sustentado pelo avanço de 5,6% nas mesmas lojas, equivalente a duas vezes a inflação de medicamentos medida pelo reajuste da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A venda média mensal por loja atingiu R$ 868 mil, crescimento de 4,4% em relação ao 3T25.

O resultado combinou aumento de 3,6% no volume de atendimentos e avanço de 3,2% no ticket médio, que alcançou R$ 97,39. A base de clientes ativos chegou a 22,6 milhões, crescimento de 2,1% na comparação anual.

“Os resultados do terceiro trimestre refletem a consistência da nossa estratégia de crescimento com disciplina financeira. Mesmo diante de um ambiente de mercado mais desafiador, avançamos na rentabilidade, ampliamos nossa geração de caixa e seguimos fortalecendo os canais digitais e o relacionamento com os clientes. Essa combinação contribui para a evolução sustentável do negócio”, afirma Jonas Marques, CEO da Pague Menos.

Rentabilidade e lucro líquido avançam

O EBITDA ajustado totalizou R$ 278,8 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 7,2% em relação ao 3T25. A margem EBITDA atingiu 6,3%, mantendo-se estável na comparação anual e alcançando o maior patamar de rentabilidade para um terceiro trimestre na história da companhia.

O lucro bruto somou R$ 1,3 bilhão, alta de 7,2%, enquanto a margem bruta alcançou 30,0%, avanço de 0,1 ponto percentual. O resultado foi favorecido pela melhoria das condições comerciais, especialmente nas categorias de medicamentos genéricos e GLP-1, e pela captura de eficiências tributárias relacionadas ao novo centro de distribuição na Paraíba.

A margem líquida ajustada avançou de 1,9% para 2,2%, acompanhando o crescimento do lucro líquido. Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro líquido ajustado acumulou R$ 225,5 milhões, crescimento de 46,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Canais digitais ampliam participação nas vendas

A estratégia omnichannel manteve sua trajetória de expansão no terceiro trimestre. As vendas pelos canais digitais totalizaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão, crescimento de 32,8% em relação ao 3T25. Com isso, a participação desses canais nas vendas totais alcançou 24,6%, avanço de 4,8 pontos percentuais na comparação anual.

O aplicativo da companhia registrou crescimento de 73,2% nas vendas em relação ao mesmo período de 2025, passando a concentrar cerca de dois terços das vendas do e-commerce.

A evolução dos canais digitais também foi acompanhada por melhorias na experiência de compra e na capacidade logística. Ao final do trimestre, 440 lojas já ofereciam a modalidade de entrega superexpressa, em até uma hora, alta de 69% em relação ao 2T26, enquanto 838 unidades estavam habilitadas para a entrega de medicamentos controlados, incluindo GLP-1, avanço de 119% na comparação trimestral. No período, 86% dos pedidos digitais foram disponibilizados aos clientes em menos de duas horas.

Expansão da rede e relacionamento com clientes

A Pague Menos encerrou o trimestre com 1.705 lojas, após 14 aberturas e quatro fechamentos no período. Nos últimos 12 meses, foram inauguradas 46 unidades, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste e para as classes populares. A companhia também avançou gradualmente na região Centro-Oeste, responsável por 26% das aberturas no período.

A participação da companhia no mercado nacional atingiu 6,6%, aumento de três pontos-base em relação ao 3T25, com ganhos nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, conforme dados da IQVIA.

A estratégia de relacionamento contribuiu para a expansão da base de clientes de cuidado contínuo, que alcançou 6,5 milhões, crescimento de 5,5% na comparação anual. O gasto médio desse público aumentou 8,5% nos últimos 12 meses.

Nos serviços de saúde, 778 mil clientes de cuidado contínuo passaram pelos consultórios farmacêuticos durante o trimestre, crescimento de 54% em relação ao 3T25. O desempenho reforça a relevância da oferta de serviços de saúde e do acompanhamento farmacêutico na proposta de valor da companhia.

Geração de caixa e desalavancagem

O fluxo de caixa operacional da Pague Menos atingiu R$ 164,8 milhões no terceiro trimestre, mais de três vezes o valor registrado no mesmo período de 2025. O resultado foi impulsionado pela monetização de créditos tributários e pela disciplina no controle de despesas. Nos últimos 12 meses, o fluxo de caixa operacional acumulou R$ 690 milhões, equivalente a uma conversão de 68% do EBITDA.

A dívida líquida ajustada, considerando as antecipações de recebíveis, encerrou o trimestre em R$ 1,8 bilhão. A alavancagem financeira ficou em 1,8 vez o EBITDA, redução de 0,7 vez em relação ao 3T25.

A companhia também avançou na otimização do perfil da dívida, com a realização de sua nona emissão de debêntures, que contribuiu para a redução do custo médio de endividamento para CDI mais 1,40% e para o alongamento dos prazos.

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No terceiro trimestre, os investimentos totalizaram R$ 98,5 milhões, crescimento de 37,9% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, os investimentos somaram R$ 229,4 milhões, crescimento de 61% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, R$ 59,7 milhões foram direcionados à tecnologia, mais de três vezes o volume registrado nos nove primeiros meses de 2025, com foco na melhoria dos canais digitais, no desenvolvimento de aplicações de inteligência artificial e no aprimoramento dos sistemas de precificação e abastecimento.

“A evolução da geração de caixa e a manutenção da trajetória de desalavancagem reforçam nossa capacidade de investir na expansão da rede, em tecnologia e na experiência dos clientes. Seguimos buscando ganhos de eficiência e produtividade, com foco em crescimento sustentável e disciplina na alocação de capital”, conclui Jonas Marques.

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