Revista da Farmácia

Sidney Oliveira aposta em um novo modelo de consumo no Brasil

Sidney Oliveira, fundador e presidente da Ultrafarma (Foto: Divulgação)

Depois de 25 anos à frente de uma das marcas mais populares do varejo farmacêutico brasileiro, Sidney Oliveira, fundador e presidente da Ultrafarma, prepara uma mudança estrutural que promete reposicionar a empresa e provocar o setor. Em silêncio absoluto e sob rigoroso sigilo, o empresário trabalha na criação de uma megaloja-conceito, integrada a um novo e robusto ecossistema de e-commerce, com foco total na experiência do consumidor.

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A decisão envolve o fechamento definitivo de todas as unidades localizadas na Avenida Jabaquara, incluindo a unidade da Estação Saúde Ultrafarma, e a concentração da operação física em um único espaço de grande porte, que será instalado na Zona Norte de São Paulo, com mudança prevista para acontecer em curtíssimo prazo. Com cerca de 3 mil metros quadrados, a nova superloja contará, além da tradicional venda de medicamentos e serviços, com uma Ótica Ultrafarma e uma farmácia de manipulação, com o objetivo de oferecer o máximo de praticidade em um só lugar.

A estrutura contará ainda com entrega expressa para diversas regiões da Grande São Paulo, enquanto as entregas para todo o Brasil continuarão sendo realizadas a partir do moderno centro de distribuição da Ultrafarma, com 15 mil metros quadrados, localizado em Santa Isabel (SP).

Mais do que uma simples troca de endereço, o projeto representa uma virada de mentalidade. A ideia começou a tomar forma durante um jantar na casa de Íris Abravanel, empresária e viúva de Silvio Santos (1930–2024), evento que reuniu Sidney Oliveira, Luiza Trajano, presidente do Magazine Luiza, e Luciano Hang, conhecido como “Véio da Havan”. A inspiração veio de um dos cases mais emblemáticos do varejo nacional: a megaloja Magalu, concebida sob a liderança de Luiza Trajano, referência absoluta quando o assunto é inovação centrada no cliente. Após a inauguração da unidade, Sidney visitou a loja em pleno funcionamento, e a experiência fortaleceu ainda mais sua convicção, ajudando a consolidar o conceito do novo projeto.

“Eu sempre acreditei que o consumidor precisa de facilidade, clareza e respeito. Quando vi o que a Luiza construiu, percebi que o futuro não está em espalhar lojas pequenas, mas em criar um lugar onde tudo funcione melhor para quem compra”, afirma Sidney Oliveira. “É menos dispersão, mais eficiência e uma experiência muito mais completa”.

Foto: Divulgação

O novo modelo aposta em menos pontos físicos e mais inteligência operacional, com uso eficiente de inteligência artificial para otimizar processos. Com a redução de custos a partir do fechamento de outras unidades e a concentração da operação em um único espaço, a empresa ganha escala e eficiência, o que permite praticar preços ainda mais baixos e competitivos, além de ampliar o volume de vendas. A proposta é que o cliente encontre, em um único ambiente, tudo o que precisa, do medicamento básico a um atendimento rápido e ágil.

“Essa mudança não é sobre fechar lojas. É sobre iniciar uma nova era de inovação. O consumidor mudou, e a Ultrafarma precisa acompanhar essa mudança com coragem e visão”, resume o empresário. “Estamos desenhando algo que melhora a compra, facilita o atendimento e fortalece a relação das pessoas com a Ultrafarma”.

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O projeto está em fase avançada de implantação, com equipes técnicas trabalhando dia e noite, sete dias por semana, na adaptação do imóvel e no desenho da nova operação. Detalhes como investimento, endereço e parceiros permanecem sob confidencialidade estratégica, reforçando o caráter disruptivo da iniciativa.

Com essa movimentação, Sidney Oliveira novamente sinaliza um novo caminho para o varejo farmacêutico brasileiro, apostando em escala, experiência e centralização — um modelo que dialoga diretamente com o que há de mais avançado no varejo nacional e que pode redefinir a forma como o consumidor se relaciona com as farmácias no país.

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