Revista da Farmácia

Lundbeck Brasil completa 25 anos no país com expansão para doenças neurológicas raras

Josiel Florenzano, presidente da Lundbeck Brasil (Foto: Divulgação)

A Lundbeck Brasil celebra, em 2026, 25 anos de atuação no país e consolida sua presença como uma das principais farmacêuticas especializadas em doenças do sistema nervoso central. Ao longo desse período, a companhia construiu uma trajetória pautada na inovação científica, no compromisso com os pacientes e no desenvolvimento de soluções terapêuticas para doenças do cérebro.

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Com operação nacional e sede no Rio de Janeiro — que inclui um escritório na Barra da Tijuca e um Laboratório de Controle de Qualidade em Vila Isabel —, a empresa atende atualmente milhares de pacientes em todo o Brasil, contribuindo para melhorar a qualidade de vida de pessoas que convivem com condições ainda cercadas por estigmas e associadas a elevado impacto social e econômico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a economia global perde cerca de US$ 1 trilhão por ano em produtividade apenas em decorrência da depressão e da ansiedade (WHO Global Health 2020). Ao longo de seus 25 anos no país, a Lundbeck desenvolveu e trouxe ao Brasil diversos tratamentos inovadores, impactando diretamente a vida de pessoas que convivem com doenças como depressão, transtornos de ansiedade, esquizofrenia e doença de Alzheimer. O acesso a esses tratamentos pode contribuir para a redução do ônus pessoal, familiar, médico e econômico associado a essas condições.

Reconhecida globalmente por sua atuação em saúde do cérebro, a Lundbeck atua em toda a cadeia de valor do setor — da descoberta de moléculas ao cuidado com os pacientes — e possui afiliadas em mais de 20 países, incluindo o Brasil. Além do compromisso com a inovação, a empresa mantém rigorosos padrões de qualidade para seus medicamentos, que passam por processos criteriosos de controle antes de serem disponibilizados no mercado brasileiro.

Na psiquiatria, área em que é pioneira e possui forte legado, a empresa foi a mais bem avaliada na 8ª edição da pesquisa Performance Farmacêutica 2025, realizada pela Ipsos em parceria com o Sindusfarma. O levantamento ouviu 650 médicos de 16 especialidades em todo o Brasil.

“Celebrar 25 anos no Brasil é reconhecer uma trajetória construída com base em ciência, ética e compromisso com os pacientes. Atuamos em um campo desafiador, que exige responsabilidade e profundidade técnica, e seguimos investindo para ampliar nosso impacto no país”, afirma Josiel Florenzano, presidente da Lundbeck Brasil, que acompanha a operação desde sua implantação e lidera a companhia há mais de uma década.

Entrada no ecossistema de doenças neurológicas raras

Como parte de sua estratégia de crescimento e ampliação da atuação em doenças do cérebro, a Lundbeck Brasil iniciou uma nova frente voltada às doenças neurológicas raras, com foco inicial em epilepsias raras e refratárias ao tratamento e distúrbios do movimento, incluindo a atrofia de múltiplos sistemas.

A entrada nesse segmento, em um momento de maturidade da empresa, ocorre de forma estruturada, com ênfase em pesquisa, geração de conhecimento e construção de parcerias institucionais, antes mesmo da disponibilização de novos tratamentos no mercado.

“Estamos dando um passo importante ao ampliar nossa atuação para as doenças neurológicas raras, um campo que ainda enfrenta desafios significativos, como diagnóstico tardio, falta de informação e acesso limitado ao cuidado especializado. Nosso compromisso é contribuir para o fortalecimento desse ecossistema de forma responsável e sustentável”, destaca Florenzano.

Segundo estimativas globais, as doenças raras afetam cerca de 300 milhões de pessoas no mundo, sendo uma parcela significativa relacionada a condições neurológicas. No Brasil, estima-se que mais de 13 milhões de pessoas sejam afetadas, em um cenário ainda marcado pelo subdiagnóstico e pela desigualdade de acesso, reforçando a importância da atuação integrada entre o setor público, o setor privado e a sociedade civil.

Ciência e especialização como pilares da atuação

A especialização da Lundbeck em saúde do cérebro é sustentada por investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento ao longo de sua história. No Brasil, além de possuir uma sólida infraestrutura médica, regulatória e comercial, a companhia colabora com centros de pesquisa, sociedades médicas e instituições acadêmicas, além de apoiar e promover iniciativas de educação médica continuada, contribuindo para a evolução do conhecimento científico no país.

A empresa também conta com uma estrutura societária singular no setor farmacêutico: sua maior acionista é a Lundbeck Foundation, fundação sem fins lucrativos que destina mais de DKK 500 milhões por ano ao apoio à pesquisa em neurociências, reinvestindo esses recursos na sociedade para impulsionar a inovação nessa área terapêutica. A fundação também mantém o The Brain Prize, considerado o maior prêmio anual do mundo dedicado à pesquisa em doenças cerebrais, no valor de 10 milhões de coroas dinamarquesas.

“Nosso compromisso com a saúde do cérebro passa por ouvir ativamente as experiências dos pacientes, investir em pesquisa de excelência e desenvolver tratamentos inovadores para necessidades ainda não atendidas. Como médica, vejo diariamente o impacto que essas condições têm na vida das pessoas e de suas famílias. É essa integração entre ciência, prática clínica e perspectiva do paciente que sustenta nossa missão”, afirma a Dra. Juliana Bancovsky, diretora médica da Lundbeck Brasil, há mais de 20 anos na empresa.

A executiva destaca, ainda, que a entrada em doenças neurológicas raras amplia o escopo científico da companhia no país.

“Estamos falando de condições muitas vezes invisibilizadas ou diagnosticadas tardiamente, que demandam maior conscientização e uma estrutura adequada de cuidado. A construção desse caminho passa, necessariamente, pelo diálogo com todo o ecossistema”, completa.

Atualmente, a empresa possui três estudos clínicos ativos no Brasil na área de epilepsias raras e refratárias ao tratamento, em parceria com pesquisadores, centros de pesquisa e instituições de referência.

Cultura organizacional e desenvolvimento de pessoas

Internamente, a Lundbeck Brasil também se destaca por sua cultura organizacional voltada ao bem-estar, ao desenvolvimento e ao engajamento de seus colaboradores.

Atualmente, a empresa conta com cerca de 120 colaboradores no Brasil, distribuídos entre as áreas administrativa, de marketing, médica, regulatória, de controle de qualidade e comercial. A companhia investe continuamente no desenvolvimento de sua equipe, com iniciativas voltadas à formação de lideranças, à capacitação e ao reconhecimento profissional. Como especialista em doenças do cérebro, a Lundbeck mantém ainda um compromisso estruturado com o bem-estar integral de seus colaboradores, promovendo ações voltadas à saúde mental, física e social.

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“Cuidar de pessoas está no centro da nossa atuação, tanto do lado de fora quanto dentro da organização. Ao longo desses anos, construímos uma cultura que valoriza o bem-estar, o desenvolvimento contínuo e o respeito às individualidades, entendendo que isso é fundamental para a sustentabilidade do negócio”, afirma Alba Eiras, diretora de Pessoas e Comunicação da Lundbeck Brasil, há mais de 10 anos na companhia.

Segundo a executiva, esse olhar integrado tem impacto direto na performance e na capacidade de inovação da empresa.

“Ambientes saudáveis e inclusivos são mais produtivos, criativos e preparados para lidar com os desafios de um setor tão dinâmico quanto o farmacêutico”, reforça.

Perspectivas para o futuro

Para os próximos anos, a Lundbeck Brasil pretende ampliar sua presença no país, com foco no fortalecimento de sua atuação em saúde do cérebro e na consolidação da nova frente voltada às doenças neurológicas raras.

Entre as prioridades estratégicas estão a condução e a expansão de estudos clínicos no Brasil, o fortalecimento de parcerias com centros de pesquisa e associações de pacientes, a ampliação do acesso à informação e da conscientização sobre doenças neurológicas e raras, além da continuidade de sua contribuição nas áreas de psiquiatria e neurologia.

“Nosso olhar para o futuro está diretamente conectado ao impacto que queremos gerar na sociedade. Seguiremos investindo em ciência, pessoas e parcerias para contribuir com um sistema de saúde mais preparado para os desafios das doenças do cérebro”, conclui Florenzano.

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