Revista da Farmácia

Medicamentos para hipertensão lideram a jornada crônica e representam 36,1% dos tratamentos contínuos

Foto: Divulgação

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 388 pessoas morrem por dia no Brasil em decorrência da hipertensão arterial, apontada como uma das principais causas de doenças cardiovasculares. Quando não controlada adequadamente, a condição pode elevar em cerca de três vezes o risco de infarto agudo do miocárdio, quadruplicar o risco de acidente vascular cerebral (AVC) e aumentar entre duas e três vezes a probabilidade de insuficiência cardíaca.

Whatsapp Image 2026 06 23 At 10.04.22 (1)
Espaço publicitário

Nesse contexto, um levantamento da Funcional revela que os medicamentos para hipertensão arterial sistêmica (HAS) representaram 36,1% dos tratamentos contínuos analisados no último ano. O dado consolida a HAS como a principal jornada crônica da base e reforça o avanço das condições cardiometabólicas entre os beneficiários de programas corporativos de saúde.

A análise, realizada entre maio de 2025 e abril de 2026, com base no comportamento de titulares e dependentes do Benefício Farmácia, mostra que a hipertensão raramente ocorre de forma isolada. Entre as pessoas em tratamento para a condição, 48,4% também utilizam medicamentos para controle do colesterol, enquanto 32,4% fazem tratamento para diabetes. Além disso, 22,4% utilizam simultaneamente terapias para hipertensão, colesterol alto e diabetes, evidenciando uma jornada de cuidado cada vez mais integrada e complexa.

“Os números mostram que a hipertensão aparece cada vez mais associada a outros fatores de risco, como diabetes e colesterol, o que exige uma visão mais integrada da saúde. Para as empresas, compreender essa jornada é fundamental para estruturar programas de cuidado mais eficientes, promover adesão aos tratamentos e apoiar a gestão da saúde de forma sustentável”, afirma Ricardo Moraes, diretor médico da Funcional.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão arterial permanece entre as doenças crônicas mais prevalentes do país, afetando aproximadamente 30% da população adulta brasileira. A condição está diretamente relacionada ao aumento do risco cardiovascular, ao envelhecimento populacional — entre os idosos, a prevalência ultrapassa 60% —, além da obesidade e do sedentarismo.

Os números observados pela Funcional refletem esse cenário e identificaram forte concentração dos tratamentos cardiovasculares em pessoas com mais de 45 anos, que representam 69% dos usuários em tratamento para hipertensão. Beneficiários entre 45 e 59 anos concentram 29,9% dos usuários da categoria, enquanto aqueles entre 60 e 74 anos respondem por 31,7% do valor movimentado em medicamentos anti-hipertensivos, demonstrando o impacto crescente das condições cardiometabólicas com o avanço da idade.

Leia também: Papel do Benefício Farmácia na promoção da saúde feminina

Entre as principais terapias utilizadas, destacam-se os antagonistas da angiotensina II, com fármacos como losartana, valsartana e olmesartana, que concentram 56,7% dos usuários da categoria e respondem por 40% do valor movimentado em anti-hipertensivos na base analisada. Na sequência, aparecem os betabloqueadores, classe que reúne medicamentos como atenolol, metoprolol e bisoprolol, presentes em 34,6% dos tratamentos.

“Quando observamos o envelhecimento da população economicamente ativa e o aumento da prevalência das doenças cardiometabólicas, fica evidente a importância de iniciativas que favoreçam o acompanhamento contínuo do tratamento. O acesso aos medicamentos, aliado ao uso inteligente de dados, contribui para prevenir agravamentos, reduzir riscos e promover melhor qualidade de vida aos colaboradores”, finaliza Ricardo Moraes.

Sair da versão mobile