Revista da Farmácia

Papel do Benefício Farmácia na promoção da saúde feminina

Marilia Sabbato, diretora de Negócios Corporativos da Funcional (Crédito da imagem: Vitor Jucá)

A saúde da mulher, em suas diversas fases e necessidades, exige atenção contínua e acesso facilitado a tratamentos e medicamentos. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) revelam que, enquanto mais de 312 milhões de homens foram atendidos, o número de atendimentos a mulheres ultrapassa 370 milhões. No ano passado, foram mais de 725 milhões de pacientes masculinos, contra mais de 860 milhões do sexo feminino.

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Ou seja, no Brasil, as mulheres são as principais consumidoras de medicamentos, buscam mais os serviços de saúde e representam uma parcela significativa no cuidado preventivo, nos tratamentos de doenças crônicas e nas jornadas relacionadas à saúde mental. Para Marília Sabbato, diretora de Negócios Corporativos da Funcional, pioneira e líder em programas de acesso e adesão no Brasil, soluções como o Benefício Farmácia ajudam a reduzir barreiras de desigualdade, garantindo que as mulheres consigam aderir aos tratamentos prescritos sem interrupções.

“Entendemos que o acesso a medicamentos não é apenas uma questão de custo, mas de dignidade e qualidade de vida. Na Funcional, nosso objetivo é ser o parceiro de confiança que conecta as mulheres aos cuidados que elas merecem, promovendo a adesão e a continuidade dos tratamentos de forma democrática e eficiente, independentemente da patologia”, explica a diretora.

Leia: Reajuste de medicamentos expõe desigualdade de acesso à saúde no Brasil

Além das especificidades da saúde feminina que exigem acompanhamento contínuo — como gravidez; exames e medicamentos preventivos; vacinação contra HPV e outras doenças; menopausa e perimenopausa —, dados da Funcional, com base nos usuários do Benefício Farmácia nos últimos dois anos, mostram que as mulheres concentram 62% do consumo de antidepressivos e analgésicos e 59% dos sedativos e ansiolíticos. Isso não significa, por si só, maior prevalência clínica entre elas, mas evidencia que as mulheres aparecem com mais força na jornada de saúde mental.

“Nosso foco é fazer com que as organizações enxerguem a diversidade não apenas como uma pauta reputacional, mas também como um valor estratégico. O público feminino pode estar mais exposto a sobrecargas acumuladas, buscando mais cuidado e apresentando maior índice de diagnóstico e adesão. E o mais importante: o bem-estar não é neutro — ele atravessa gênero, rotina, carga mental e experiência de vida. O papel das organizações não é apenas conscientizar, mas promover uma jornada completa, com um olhar especializado para elas. E os dados podem ajudar nesse processo”, finaliza a diretora.

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