Revista da Farmácia

Anvisa aprova nova opção terapêutica para epilepsia

Foto: Divulgação

A Adium anuncia a aprovação do registro de Briveka (brivaracetam) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Indicado como terapia adjuvante no tratamento de crises focais, com ou sem generalização secundária, em pacientes com epilepsia a partir de 6 anos de idade e com peso igual ou superior a 25 kg, o medicamento marca a chegada da primeira molécula de brivaracetam ao mercado brasileiro.

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A epilepsia é uma condição neurológica crônica caracterizada pela predisposição a crises epilépticas recorrentes, que podem impactar diferentes aspectos da vida dos pacientes. No Brasil, estima-se que cerca de 2 milhões de pessoas vivam com a doença, com aproximadamente 50 mil novos casos por ano.

Mesmo com essa alta prevalência, até um terço dos pacientes permanece com crises mal controladas, apesar do uso adequado dos medicamentos atualmente disponíveis. Isso reforça a importância da ampliação do acesso a alternativas terapêuticas no país. Nesse contexto, a chegada do brivaracetam representa um avanço, ao incorporar uma nova alternativa terapêutica que pode apoiar a tomada de decisão médica e ampliar as possibilidades de controle das crises em diferentes perfis de pacientes.

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Segundo a dra. Elizabeth Bilevicius, gerente médica da Adium Brasil, o brivaracetam apresenta características que podem contribuir para a prática clínica, especialmente ao ampliar o arsenal terapêutico disponível para neurologistas no manejo da epilepsia. “O brivaracetam é um medicamento anticrise que atua de forma seletiva na proteína SV2A, envolvida na regulação da atividade neuronal. Entre seus diferenciais estão o início do tratamento na dose-alvo, sem necessidade de titulação, o baixo potencial de interações medicamentosas e a menor incidência de eventos adversos comportamentais, como irritabilidade e agressividade”, afirma.

Com a aprovação de Briveka, a Adium amplia sua atuação no tratamento da epilepsia e fortalece seu portfólio em Sistema Nervoso Central (SNC), uma das áreas estratégicas da companhia. O medicamento se soma a Iludral (levetiracetam) e Lacotem (lacosamida), expandindo as opções terapêuticas da empresa em neurologia. “A incorporação de Briveka reforça nossa estratégia de crescimento em SNC e amplia o acesso às alternativas disponíveis para o tratamento da epilepsia no Brasil”, declara Hélio Segouras, gerente geral da Adium Brasil.

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