Com crescimento no roubo de cargas de canetas emagrecedoras, empresas investem em IA

Produtos farmacêuticos representam 2% das cargas roubadas no Brasil, principalmente devido ao alto valor agregado do mercado.
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Distribuidoras de medicamentos estão investindo em caminhões blindados, carros-fortes e escolta armada diante do aumento nos roubos de carga de produtos farmacêuticos, segundo relatório da Associação Brasileira de Distribuidores de Medicamentos Especializados, Excepcionais e Hospitalares (Abradimex).

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De acordo com o levantamento, metade das transportadoras do segmento aumentou em até 20% os investimentos em segurança em 2024.

Os produtos farmacêuticos representam 2% das cargas roubadas no Brasil, principalmente pelo alto valor agregado desses itens. Em 2024, o montante de produtos apreendidos em roubos de carga foi avaliado em R$ 283 milhões.

Ao todo, foram registrados 18.038 episódios desse tipo em todo o país no ano passado, o que representa um aumento de 5,4% em relação a 2023.

Canetas emagrecedoras viram alvo dos criminosos

Foto: Divulgação

Recentemente, um caminhão-baú que transportava canetas emagrecedoras — hoje um dos medicamentos mais visados pelos criminosos — foi roubado na PR-323, em Sertanópolis (PR). O caminhoneiro foi mantido refém e posteriormente liberado pelos assaltantes. O veículo foi abandonado a cerca de 1,5 km do local do crime, em uma área de colheita de milho. O motorista foi encontrado próximo a uma empresa agropecuária.

A carga estava intacta dentro do baú, pois os criminosos não conseguiram concluir o roubo devido ao caminhão estar equipado com soluções tecnológicas avançadas contra esse tipo de crime. O total de carga preservada foi de R$ 4,5 milhões.

O veículo contava com três sistemas de proteção. O primeiro é um imobilizador, que bloqueia o caminhão quando o ladrão tenta utilizar um “jammer”, conhecido como “chupa-cabra”. Após a detecção do jammer, o sistema impediu que o veículo fosse levado ao local planejado pela quadrilha.

O segundo é o Choque Elétrico Anti-Invasão. Em caso de tentativa de furto com rompimento ou perfuração do baú, o criminoso recebe um choque de alto impacto — 20 mil volts, porém não letal. Ao tentar acessar o compartimento de carga, os assaltantes se depararam com essa barreira elétrica.

O terceiro é o Anjos da Carga, um sistema que utiliza câmeras com inteligência artificial de 360 graus instaladas no topo do caminhão. Elas detectam armas, pessoas por reconhecimento facial e movimentos suspeitos. Após confirmarem “condutor não autorizado”, o plano dos criminosos foi frustrado.

Todas as soluções foram desenvolvidas pela T4S Tecnologia, empresa de Barueri (SP) especializada em segurança de cargas. A T4S iniciou suas operações em 2017. “Até o momento, geramos mais de 200 empregos. Hoje, temos em nossa lista de clientes empresas como FedEx, JSL e P&G. Temos várias novidades para os próximos anos, inclusive um projeto de internacionalização da T4S”, afirma Enrico Rebuzzi, um dos fundadores.

Em relação ao faturamento, a T4S encerrou 2024 com R$ 79 milhões e espera fechar 2025 com R$ 96 milhões.

Foto de Revista da Farmácia

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