Aprovada nova indicação de imunoterapia para câncer de pulmão

Estudo IPSOS mostra eficácia com ganho de sobrevida global e preservação da qualidade de vida para idosos e pacientes com comorbidades.
Aprovada nova indicação de imunoterapia para câncer de pulmão
Foto: Divulgação
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o medicamento atezolizumabe (Tecentriq), representando uma alternativa no cuidado de pacientes com câncer de pulmão avançado. A partir de agora, a imunoterapia poderá ser utilizada como monoterapia para pacientes frágeis e inelegíveis à quimioterapia à base de platina, um grupo historicamente desassistido e não incluído nos estudos clínicos. A nova aprovação se baseia no estudo clínico IPSOS, que demonstrou aumento na sobrevida global, respostas duradouras e preservação da qualidade de vida desses pacientes.

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Realizado com uma população composta majoritariamente por pessoas idosas, com comorbidades ou fragilidade clínica, o estudo IPSOS trouxe evidências da eficácia do atezolizumabe como monoterapia para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) avançado, que não suportariam os efeitos colaterais da quimioterapia à base de platina.

“Essa indicação amplia as possibilidades de cuidado para pacientes mais vulneráveis que, muitas vezes, não toleram os efeitos da quimioterapia. É importante que tenhamos alternativas que levem em conta as particularidades desses perfis e ajudem a preservar a qualidade de vida desse grupo”, explica o Dr. William William, líder nacional de oncologia torácica da Oncoclínicas.

Imunoterapia subcutânea para câncer de pulmão é aprovada no Brasil

Paralelamente, o atezolizumabe também recebeu aprovação regulatória para sua formulação subcutânea — a primeira imunoterapia para câncer disponível nessa apresentação no Brasil. A versão subcutânea oferece aos pacientes uma alternativa mais cômoda e rápida em relação ao tratamento intravenoso tradicional, reduzindo o tempo de aplicação de 30 a 60 minutos para aproximadamente sete minutos.

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Nos estudos clínicos com o medicamento, 71% dos pacientes preferiram a formulação subcutânea em comparação com a intravenosa. As principais razões foram: menos tempo na clínica (64%), maior conforto durante o tratamento (46%) e menor estresse emocional (30%).

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