Novartis renova parceria com a OMS para fornecer tratamento gratuito contra a hanseníase

Colaboração de 25 anos contribuiu para reduzir em 95% os casos da doença globalmente; tema ganha visibilidade no Janeiro Roxo.
Novartis conquista o primeiro lugar em índice que avalia o compromisso com a promoção do acesso a medicamentos
Foto: Divulgação
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A Novartis, farmacêutica suíça cujo propósito é melhorar e prolongar a vida das pessoas, anunciou a renovação de sua parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) para continuar fornecendo gratuitamente o esquema terapêutico para o tratamento da hanseníase em todo o mundo. A colaboração, que completa 25 anos, tem sido central para os esforços globais de controle da doença, contribuindo para uma redução de 95% dos casos desde 1980 e alcançando mais de 8,3 milhões de pacientes.

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A renovação do acordo estende a parceria por mais cinco anos, de 2026 a 2030, e garante a continuidade do fornecimento gratuito da terapia multidrogas e da clofazimina para todos os pacientes com hanseníase. O acordo também inclui recursos para a aquisição e distribuição da rifampicina em dose única (SDR), utilizada na profilaxia pós-exposição — uma estratégia importante para interromper a cadeia de transmissão da doença por meio do contato direto.

No Brasil, como parte dessa parceria, o Ministério da Saúde recebe os medicamentos doados pela Novartis por meio da OMS, e o tratamento da hanseníase é disponibilizado gratuitamente à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode levar a deficiências físicas permanentes, além de estigma e isolamento social. Apesar de ter cura, cerca de 200 mil novos casos ainda são diagnosticados anualmente em todo o mundo, o que demonstra que a eliminação da doença segue sendo um desafio relevante de saúde pública.

A doença faz parte do grupo das chamadas doenças tropicais negligenciadas, condições infecciosas que afetam de forma desproporcional populações em situação de vulnerabilidade, especialmente em países de baixa e média renda, e que historicamente receberam menos atenção e investimento. Esse contexto reforça a importância de estratégias sustentáveis que ampliem o acesso ao diagnóstico, ao tratamento adequado e à conscientização, contribuindo para a redução do estigma ainda associado à doença.

“A hanseníase é uma das doenças infecciosas mais antigas conhecidas pela humanidade, e o enfrentamento dessa condição faz parte da história da nossa empresa desde a descoberta do primeiro tratamento”, afirma Lutz Hegemann, presidente da área de Saúde Global da Novartis. “Ao longo dos últimos 25 anos, alcançamos milhões de pacientes em parceria com a OMS e seguimos comprometidos em avançar para concretizar nossa visão de um mundo livre da hanseníase.”

Iniciativa no Brasil: programa Roda-Hans

No Brasil, desde 2009, a Novartis mantém, em parceria com o Ministério da Saúde, o programa Roda-Hans, uma iniciativa voltada à ampliação do acesso à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao tratamento gratuito da hanseníase. O programa é realizado por meio de uma carreta itinerante que atua como um centro de saúde móvel, levando atendimento e informação a comunidades em regiões endêmicas, além de promover treinamentos sobre a doença para profissionais da atenção básica, realizados em parceria com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

A iniciativa contribui para a conscientização, a identificação de novos casos e o fortalecimento da rede local de atenção à saúde.

Desde 2009, o projeto já passou por 600 municípios em diversos estados do Brasil, realizando 85 mil atendimentos e diagnosticando mais de 3 mil pacientes.

Leia também: Novartis está entre as 15 empresas mais sustentáveis do mundo

Ao renovar a parceria com a OMS e manter iniciativas como o Roda-Hans no Brasil, a Novartis reafirma seu compromisso de apoiar esforços de longo prazo para o enfrentamento da hanseníase, promovendo o acesso ao diagnóstico e ao tratamento, contribuindo para a prevenção de incapacidades e para a construção de um futuro livre da doença.

Foto de Revista da Farmácia

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