Comprar online: uma conta que vai além do preço

Comprar online: uma conta que vai além do preço
Talita Poleto é líder da operação da 99Compras (Foto: Divulgação)
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Por Talita Poleto

Ainda existe uma percepção muito comum entre os brasileiros: comprar na farmácia pelo aplicativo é mais caro. Mas será que isso ainda é verdade?

Curiosamente, essa lógica já mudou em quase todas as outras categorias. Quando vamos comprar um celular, uma televisão, uma passagem aérea ou até uma peça de roupa, a primeira reação costuma ser pesquisar na internet e comparar preços. Já entendemos que o ambiente digital amplia nossas opções e aumenta as chances de economizar.

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Mas, quando o assunto é farmácia e drogaria, muitos consumidores ainda fazem a comparação olhando apenas para o preço da gôndola. E talvez seja justamente aí que valha ampliar a análise.

O consumidor brasileiro está certo em se preocupar com o preço. Alimentação e saúde representam uma parcela importante do orçamento das famílias. Uma diferença de 5% ou 10% na compra do mês faz diferença no bolso de milhões de pessoas. Justamente por isso, vale olhar para a conta completa.

Hoje, basta abrir um aplicativo para comparar preços entre diferentes farmácias em poucos minutos. Em muitos casos, os produtos têm exatamente o mesmo preço praticado na loja física. Além disso, o consumidor tem acesso a ofertas e benefícios que podem tornar o valor final da compra igual ou até menor do que seria presencialmente.

Mais do que isso, a tecnologia trouxe muito mais transparência. Com muito mais informação disponível, o consumidor consegue comparar, escolher a melhor oferta e decidir onde comprar com muito mais segurança. Fazer essa mesma comparação no mundo físico exigiria visitar diferentes farmácias ou supermercados, gastar combustível, enfrentar trânsito e dedicar horas do dia a essa pesquisa.

E existe um segundo ponto que quase nunca entra nessa conta.

Ir à farmácia ou ao supermercado envolve deslocamento, combustível, estacionamento, pedágio em algumas cidades e filas. Mas, principalmente, envolve tempo. Uma ida ao mercado pode facilmente consumir uma ou duas horas. Quanto vale esse tempo? Quanto dele poderia ser dedicado ao trabalho, à família, ao descanso ou simplesmente ao lazer?

Esse também é um custo da compra.

Outro avanço importante aconteceu na logística. Comprar online já não significa esperar dias para receber um produto. Hoje, quem precisa de um medicamento, de um item de supermercado ou de qualquer outro produto essencial pode recebê-lo em poucos minutos.

Mas nem toda compra exige essa velocidade. Quando o consumidor prefere programar a entrega, também pode fazer isso. Essa flexibilidade permite escolher a opção que faz mais sentido para cada necessidade e também torna a operação mais eficiente para o varejista, que consegue planejar melhor suas entregas.

O futuro do varejo não será definido pela disputa entre o físico e o digital, mas pela integração entre os dois. Há momentos em que visitar uma loja faz todo sentido, seja para conhecer lançamentos, experimentar produtos ou aproveitar a experiência de compra. Em outros, a praticidade do digital faz mais sentido. Não se trata de substituir um canal pelo outro, mas de oferecer ao consumidor a melhor opção para cada momento.

Leia também: 99Compras chega à capital paulista e acelera expansão do delivery

Não por acaso, o comércio eletrônico brasileiro continua crescendo ano após ano. Segundo projeções da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-Commerce (ABIACOM), o setor poderá movimentar cerca de R$ 379 bilhões até 2030. Isso mostra que comprar online deixou de ser uma tendência para se tornar parte da rotina dos brasileiros. A farmácia e o supermercado são algumas das próximas grandes fronteiras dessa transformação.

Talvez a maior mudança seja justamente essa: quando colocamos na conta não apenas o valor da etiqueta, mas também a possibilidade de comparar ofertas, economizar tempo e evitar custos invisíveis, percebemos que comprar online deixou de ser apenas uma alternativa. É uma nova forma de consumir.

O futuro do varejo não será uma escolha entre o físico e o digital. Será a integração dos dois, oferecendo ao consumidor mais transparência, mais opções e mais liberdade para decidir como, quando e onde comprar.

Talita Poleto é líder da operação da 99Compras, com mais de 15 anos de experiência em liderança comercial, estratégia e desenvolvimento de negócios.

Foto de Revista da Farmácia

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