OMS afirma que pandemia no Brasil continua preocupante

No Brasil, a contagem média diária é de 60 mil novos casos e mais de mil mortes por dia.
OMS declara que situação da pandemia no Brasil continua preocupante
Foto: freepik
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O portal G1 noticiou, nesta segunda-feira (3/8), que o diretor de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a situação do Brasil na pandemia da Covid-19 continua a ser muito preocupante.

Nas palavras do diretor, “a situação, no Brasil, continua a ser muito preocupante, com muitos estados relatando alto número de casos. A contagem média diária é de 60 mil novos casos e mais de mil mortes por dia”.

A única forma de resolver o problema, para Ryan, é suprimir a transmissão comunitária com a união das esferas do governo e das comunidades locais: “Em todos os países, o governo precisa fazer sua parte, para detectar e isolar casos, rastrear contatos, quando possível, e crias condições nas quais a doença não se espalhe facilmente”.

Mudança de abordagem

O diretor de Emergências acredita que o Brasil e alguns outros países que estão com situação parecida precisarão dar um passo para trás e repensar a forma como estão lidando com a pandemia: “Eles estão fazendo todo o possível – politicamente, economicamente, medicamente – para suprimir o vírus e apoiar suas comunidades?”, questiona.

Maria van Kerkhove, líder técnica da OMS, lembrou que a transmissão do vírus geralmente não ocorre de forma uniforme em todo o País: “Nós vimos, em alguns países que passaram por algo similar, que eles tentaram isolar o lugar onde está o maior problema e mobilizar os recursos para lá primeiro, se os recursos estão limitados. Nós sabemos que no Brasil há tremendos recursos, e há tremenda vontade para enfrentar esse problema”.

Situação do Brasil

No país, a Covid-19 já matou mais de 93 mil pessoas. Em julho, foi registrado o número mais alto de mortes em um mês desde o início da pandemia: 32.912, sendo o segundo mês consecutivo em que mais de 30 mil pessoas faleceram por causa da doença.

Veja também: IQVIA e Instituto Butantan trabalham juntos para testar vacina chinesa no Brasil

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