Mulheres que Empreendem: Fernanda Pereira, da Drogarias Max

Dando sequência ao especial “Mulheres que Empreendem”, o programa É De Farmácia da semana traz como convidada Fernanda Pereira, farmacêutica, empresária e franqueada da Drogarias Max. As entrevistas são uma homenagem às mulheres no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher (8 de março). As entrevistadas são empresárias e se destacam na liderança de seus próprias negócios. Suas histórias inspiram outras mulheres que desejam seguir o caminho do empreendedorismo feminino.

Abaixo você lê a entrevista completa, realizada pela jornalista e apresentadora Viviane Massi.

Viviane Massi: Como nasceu o seu desejo de ter o próprio negócio?

Fernanda Pereira: Sempre tive interesse em ter minha farmácia. Na época da faculdade, tentei fazer a disciplina de Empreendedorismo, mas não havia essa opção dentro do curso de Farmácia. Cheguei a conversar com a coordenação sobre essa ausência na grade, por ser uma área bastante abrangente no setor. Já naquela época estava claro que as faculdades deveriam rever o currículo. Depois de formada, trabalhei em laboratório farmacêutico e farmácia comercial até surgir a oportunidade de abrir meu próprio negócio.

VM: Hoje você possui duas lojas no Rio de Janeiro e seu primeiro filho está chegando. Como está se preparando para conciliar os dois papéis?

FP: Protelei a maternidade por muitos anos para priorizar vida profissional. Não me sentia pronta para me dedicar à família como farei agora. Mas, nos últimos anos, venho me preparando para esse momento ao promover melhorias na gestão das lojas. Fui delegando mais responsabilidades à equipe e desenvolvendo práticas mais eficientes de gestão. Essas medidas me permitem estar mais ausente e cuidar da minha gravidez. Hoje, com a pandemia, ainda tenho a facilidade do home office.

VM: Como mulher, já se sentiu desprivilegiada ou teve dificuldade no relacionamento com algum fornecedor e colaboradores?

FP: Há 15 anos, quando comecei, percebia a desconfiança de fornecedores e funcionários porque eu era jovem e mulher. Muitas pessoas não acreditavam na minha capacidade. Com o tempo, isso foi mudando, e hoje já não sinto mais dessa forma. Além disso, é possível encontrar um número bastante grande de mulheres gerentes farmacêuticas, por exemplo, o que ajuda na dissolução das dificuldades.

 

Há 15 anos, quando comecei, percebia a desconfiança de fornecedores e funcionários porque eu era jovem e mulher. Muitas pessoas não acreditavam na minha capacidade.

VM: Na sua opinião, é difícil empreender no Brasil?

FP: É muito difícil. Para empreender aqui, é preciso ter perseverança. Vivemos em um País com muita insegurança política, econômica e jurídica. Existem constantes mudanças, e, quando você pensa estar no ponto certo, é preciso alterar tudo novamente. Essa dificuldade não é específica para as mulheres, embora tenhamos maiores obstáculos.

 

Para empreender aqui, é preciso ter perseverança. Vivemos em um País com muita insegurança política, econômica e jurídica.

VM: Você possui negócios tanto no segmento farma quanto no alimentar. Como é conciliar os dois? Existem técnicas de gestão comuns a ambos?

FP: Muitas práticas desenvolvidas na gestão das farmácias foram aproveitadas para a padaria. No entanto, esta última trouxe um aprendizado muito grande na área de recursos humanos porque o número de colaboradores é muito maior. Portanto, a troca é constante e de mão dupla.

VM: Deixe uma dica para as mulheres que já são empreendedoras no canal farma e para as que ainda desejam iniciar nesse caminho.

FP: A mulher que quer empreender não pode se prender a preconceitos, devendo persistir e buscar conhecimento para conquistar seus objetivos com sabedoria e consciência.

Assista a entrevista da íntegra no canal da Ascoferj no YouTube.

Veja também: Mulheres que Empreendem: Pollyanna Tamascia, da Super Popular

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