Durante o Farmatrend, um dos principais encontros do setor farmacêutico no Brasil, realizado nos dias 18 e 19 de março, Bernardo Craveiro, diretor executivo da Linx Farma, apresentou uma análise sobre como a inteligência artificial vem transformando as decisões estratégicas do varejo — um movimento em curso que deve ganhar ainda mais força nos próximos anos.

Na ocasião, o executivo destacou que o mercado já vive a transição para o chamado commerce agentic, estágio em que agentes inteligentes passam a atuar de forma autônoma na curadoria de produtos, marcas e canais de conveniência, influenciando diretamente a decisão de compra e a rentabilidade das empresas. Segundo ele, essa mudança representa uma inflexão estrutural no varejo, com impactos que vão além do ambiente digital.
Outro ponto central abordado foi a evolução do SEO (Search Engine Optimization) para o GEO (Generative Engine Optimization). Nesse cenário, Craveiro ressaltou que a visibilidade das marcas passa a depender, cada vez mais, da capacidade de serem compreendidas e recomendadas por sistemas de inteligência artificial — um desafio que já se impõe às empresas e exige adaptação imediata.
Durante a palestra, o executivo também destacou três pilares que seguem como determinantes para a competitividade do varejo farmacêutico:
- Ativos de dados: bases estruturadas passam a ser um ativo econômico estratégico e um diferencial competitivo;
- Governança: segurança e proteção das informações tornam-se ainda mais críticas diante do avanço do uso de IA;
- Omnicanalidade: com consumidores transitando entre múltiplos canais, a presença integrada se consolida como requisito básico para o setor.
A apresentação também trouxe insights sobre mudanças geracionais no comportamento de consumo, com destaque para o crescimento do Live Social Shopping. Impulsionado por plataformas como TikTok e Instagram, o formato vem se consolidando como um canal relevante de descoberta e conversão de produtos — tendência que deve continuar moldando a jornada de compra.
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Mesmo diante do avanço digital, Craveiro destacou que a loja física segue relevante, mas com uma nova função: fortalecer o relacionamento e a personalização. Para o executivo, o diferencial competitivo está, cada vez mais, na capacidade do varejista de utilizar dados e contexto para criar experiências mais próximas e relevantes para o consumidor.