O dinamismo na análise de dados comerciais, que permite a tomada de decisões rápidas e em tempo real, é um diferencial competitivo que impacta diretamente os resultados financeiros do varejo farmacêutico. Pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) estima que o setor pode comprometer até 1,25% de seu faturamento em decorrência de falhas operacionais, como ruptura de estoque ou produtos vencidos.

Para enfrentar esse desafio e ampliar sua competitividade, a Drogaria Araujo, uma das maiores redes de drogarias do Brasil — com 120 anos de história, mais de 360 lojas, operação 24 horas por dia, sete dias por semana, e um portfólio com mais de 24 mil produtos nas categorias de saúde, beleza, bem-estar e conveniência — apostou em uma solução de IA Agêntica. O projeto substituiu um modelo tradicional de BI (Business Intelligence), baseado em dashboards estáticos e processos manuais, por uma abordagem inovadora que reduziu em 95% o tempo de análise de dados e eliminou a dependência de chamados técnicos à área de TI.
A iniciativa foi desenvolvida pela A3Data, consultoria especializada em dados e Inteligência Artificial, que criou a solução denominada NexGen Decision Making. A ferramenta utiliza IA Agêntica no modelo SaaS e consolida BI, pesquisa em dados estruturados e não estruturados e automação em uma única interface. A solução opera com a tecnologia Amazon QuickSight, da parceira Amazon Web Services, permitindo consultar diferentes fontes de informação corporativa e transformar dados em insights acionáveis para a tomada de decisão.
Diferentemente de um chatbot simples, a solução funciona como um agente analítico robusto. O executivo pode digitar perguntas em linguagem natural — como “quais categorias venderam mais do que o esperado em fevereiro de 2026?” — e o sistema interpreta a intenção do negócio, converte a pergunta em consultas complexas ao banco de dados e retorna respostas em segundos, no formato de textos explicativos, tabelas ou gráficos dinâmicos.
Entregue em apenas cinco semanas, o projeto transformou um processo analítico que antes levava dias — e, em alguns casos, semanas — em uma experiência conversacional e instantânea, com respostas geradas em poucos minutos. Executivos passaram a interagir diretamente com informações críticas do negócio, possibilitando decisões em tempo real e reduzindo significativamente a necessidade de acionar a área de TI.
Apesar de contar com datasets e KPIs atualizados em NRT (Near Real Time), além de dashboards consolidados e dados de vendas com informações preditivas, a diretoria comercial enfrentava um gargalo conhecido como “latência de insight”. Sempre que surgiam perguntas fora do escopo dos painéis estáticos, era necessário solicitar novas consultas em SQL à TI, o que gerava filas e atrasava o acesso a informações estratégicas.
“Já tínhamos dados corretos e disponíveis para o negócio, mas o projeto trouxe agilidade ao processo. O que antes levava dias, agora leva minutos. Foi uma entrega de valor que surpreendeu nosso diretor comercial”, afirma Júlio Cesar Camargo, gerente de Tecnologia Digital da Drogaria Araujo.
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De acordo com estudos do Movimento Brasil Competitivo, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a ineficiência sistêmica e a demora na tomada de decisões custam ao Brasil cerca de 20% do PIB, o equivalente a aproximadamente R$ 1,7 trilhão por ano. A solução da A3Data atua diretamente nesse gargalo, posicionando a Drogaria Araujo na vanguarda da chamada Era da Inteligência Agêntica, em que decisões são baseadas em dados instantâneos, e não em relatórios defasados.
Para Rodrigo Pereira, CEO da A3Data, o projeto evidencia o potencial estratégico da IA quando aplicada com foco no negócio. “A implementação do NexGen Decision Making, utilizando o QuickSight, demonstrou que a IA, quando bem aplicada e conduzida por especialistas, se torna um diferencial competitivo. O que começou como uma prova de conceito hoje gera resultados concretos, impactando milhões de clientes e milhares de colaboradores. Esse cenário está alinhado às expectativas para 2026, em que o foco deixa de ser testar possibilidades e passa a ser gerar resultados”, finaliza.