Dicas para mudar o layout da farmácia sem gastar muito

Estabelecimentos podem priorizar categorias estratégicas para elevar o tíquete médio e melhorar a comunicação visual, facilitando a localização dos produtos.
Close-Up apresenta dados sobre a compra de dermocosméticos na farmácia
Foto: Divulgação
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Muitos gestores acreditam que é preciso investir muito dinheiro para reorganizar a farmácia, expor melhor os produtos e aumentar o tíquete médio. No entanto, não é bem assim. Não é necessário um grande investimento financeiro para promover mudanças significativas no ponto de venda.

Tiago Leão, CEO da Projefarma e especialista em layout de farmácias e gerenciamento por categorias, participou do É de Farmácia e destacou que medidas como a valorização da linha de dermocosméticos e maquiagem, o gerenciamento por categorias simplificado e uma comunicação visual eficiente podem aumentar a rentabilidade dos estabelecimentos e melhorar a experiência do consumidor, sem que a loja precise gastar valores significativos. Confira abaixo:

Valorização da linha de dermocosméticos e maquiagem

A primeira solução apresentada foi voltada para as categorias de dermocosméticos e maquiagem, reconhecidas por sua alta margem de lucratividade. Tiago Leão explicou que muitos gestores deixam de investir nesses segmentos devido ao alto custo de mobiliários específicos, mas reforçou que é possível gerar diferenciação com ações simples.

Uma das estratégias sugeridas é transformar uma prateleira comum em um ponto de destaque, utilizando, por exemplo, adesivos vinílicos escuros no fundo da prateleira, o que cria uma percepção de sofisticação. O investimento estimado para essa melhoria varia entre R$ 100 e R$ 120, valor considerado baixo diante dos impactos visual e comercial gerados.

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Além disso, o especialista ressaltou a importância de posicionar esses produtos próximos ao balcão de atendimento, facilitando a consultoria do balconista e estimulando a venda de itens de maior valor agregado. Essa proximidade também beneficia clientes que têm dúvidas, tornando a comunicação na farmácia mais eficiente.

Gerenciamento por categorias simplificado

A segunda medida abordada foi a setorização da loja por meio de um gerenciamento por categorias simples e funcional. Embora o gerenciamento por categorias (GC) seja frequentemente visto como algo complexo ou elitizado, Tiago Leão destacou que, na prática, trata-se de organizar os produtos de forma lógica, respeitando a jornada do consumidor.

O especialista alertou para erros comuns, como espalhar itens da mesma categoria em diferentes pontos da loja, o que dificulta a localização e pode resultar em perda de vendas — especialmente entre consumidores que não costumam pedir ajuda. Segundo ele, expor um produto no local errado pode ser pior do que não expô-lo.

Para farmácias de pequeno e médio porte, a recomendação é focar no básico bem-feito, priorizando categorias que elevam o tíquete médio, como dermocosméticos, maquiagens, produtos para cabelo masculino e medicamentos isentos de prescrição (MIPs). Também foi destacada a importância de posicionar corretamente produtos sazonais, utilizando, por exemplo, pontas de gôndola para protetores solares no verão e hidratantes no inverno.

Comunicação visual acessível e eficiente

A terceira solução apresentada foi a comunicação visual, apontada por Tiago Leão como um dos principais fatores que influenciam o desempenho comercial. Segundo ele, “vende mais quem comunica melhor”. O especialista defendeu que o consumidor moderno busca autonomia dentro da loja e tende a permanecer mais tempo no ambiente quando consegue localizar os produtos com facilidade.

Mesmo sem grandes investimentos, é possível melhorar a comunicação visual utilizando plaquinhas simples, impressas em gráficas locais ou até folhas de papel, indicando categorias como “masculino”, “maquiagem”, “infantil”, entre outras. Um investimento médio de R$ 400 já é suficiente para produzir sinalizações básicas capazes de aumentar significativamente o tíquete médio.

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Tiago Leão também ressaltou que muitas farmácias independentes, com mobiliário antigo, acreditam não ser possível setorizar ou comunicar de forma eficiente — o que não é verdade. Com criatividade e disposição para mudar, é possível transformar a experiência do cliente sem sair da realidade financeira do negócio.

“A farmácia precisa realizar ações que estejam dentro das suas possibilidades, sem comprometer o orçamento, mas também sem deixar de buscar melhorias contínuas. É possível fazer mais com menos e manter a loja competitiva mesmo em um cenário de forte concorrência”, finaliza o especialista.

Foto de Revista da Farmácia

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