Conheça os pilares para a farmácia independente se manter no mercado

Inventário, sortimento e compras adequadas são os principais pilares, na visão de especialista em varejo farmacêutico.
Conheça os pilares para a farmácia independente se manter no mercado
Foto: Divulgação
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Muitos gestores acreditam que as grandes redes são as únicas responsáveis pelo fechamento de pequenas farmácias, mas a realidade é que a má gestão costuma ser o verdadeiro motivo do fim do negócio.

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Enquanto o mercado é visto como um “leão faminto”, as grandes redes são apenas competidores que aprenderam a correr com mais técnica, processos e rigor. Para que uma farmácia independente se mantenha competitiva, é necessário desenvolver pilares fundamentais do varejo.

O pilar do inventário: o fim do “Voo no Escuro”

De acordo com Wagner Lima, consultor especialista em Varejo Farmacêutico e fundador da WSL Consultores, o primeiro grande erro do pequeno varejista é ignorar o inventário. Muitos o veem como uma despesa alta, quando, na verdade, trata-se de um investimento necessário para a operação.

Sem um inventário rotineiro, o gestor “navega no escuro”, sem saber exatamente o que tem para vender ou o que precisa comprar. É comum que uma farmácia tenha mais ativos imobilizados em estoque do que recursos em sua conta bancária; por isso, zelar por essa contagem é vital para a saúde do negócio.

Sortimento de produtos adequados

Outro pilar essencial é o ajuste do mix de produtos à realidade da região onde a farmácia está inserida. Diferente das grandes redes, que utilizam dados precisos para ajustar seu estoque de forma cirúrgica, muitas farmácias independentes falham por não oferecer o que o cliente local procura.“Utilize dados de consultorias especializadas, como Close-Up e IQVIA, ou busque apoio no associativismo para formatar um mix que não dependa apenas de genéricos ou trocas de receita”, orienta o especialista.

Profissionalização do processo de compras

A compra no “olhômetro” ou baseada apenas na sugestão de representantes é um erro grave que gera excesso de mercadoria parada e ruptura de produtos que vendem. O uso de softwares de gestão que aplicam o conceito de cobertura de estoque (estoque máximo, mínimo e ponto de reposição) permite uma compra muito mais eficiente. Quando o gestor não faz o inventário, ele perde a confiança no sistema e volta a comprar por “achismo”, perpetuando o ciclo de falta de dinheiro em caixa.

Gestão do fluxo de caixa e treinamento

O problema do fluxo de caixa, muitas vezes, não é a falta de vendas, mas o descasamento financeiro. Isso ocorre quando a farmácia paga fornecedores em prazos curtos, 28 dias por exemplo, mas permite que os funcionários ofereçam parcelamentos longos aos clientes sem o devido critério, apenas por empatia e falta de treinamento. Para resolver problemas de caixa, o gestor deve:

  • Identificar produtos parados e criar ações comerciais (promoções, kits ou brindes) para transformar estoque em dinheiro;

  • Entender que o fluxo de caixa é uma consequência direta das ações comerciais e da organização do estoque.

Leia também: Como fazer um treinamento na farmácia gerar resultados

Mito vs. verdade da farmácia

Existe o mito de que o atendimento da farmácia independente é naturalmente melhor, mas a verdade é que as grandes redes garantem qualidade por meio de processos rígidos, enquanto a pequena, muitas vezes, depende do “humor” do funcionário. A gestão simples, objetiva e baseada em dados, começando por um inventário rigoroso, é o que garante a sobrevivência e a rentabilidade no mercado atual.

Foto de Revista da Farmácia

Revista da Farmácia

Por meio da Revista da Farmácia, empresários e profissionais se mantêm informados sobre as mais eficientes técnicas de planejamento, gestão, vendas, boas práticas farmacêuticas, entre outros temas.
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