Margem, rentabilidade e fidelização: o verdadeiro desafio da Black Friday 2025

Margem, rentabilidade e fidelização: o verdadeiro desafio da Black Friday 2025
Pedro Henrique Almeida, diretor-executivo de Negócios Digitais da TOTVS
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Por Pedro Henrique Almeida

A Black Friday de 2025 promete ser uma das mais competitivas da história do varejo brasileiro. O avanço das tecnologias de precificação, a inteligência artificial generativa e o comportamento cada vez mais racional dos consumidores impõem um novo desafio: não basta vender muito, é preciso vender melhor.

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Durante anos, o sucesso da data foi medido pelo volume de vendas. No entanto, o cenário atual exige um olhar mais sofisticado sobre a gestão do negócio. O varejo farmacêutico precisa migrar de uma lógica de margem por canal para uma visão de margem por cliente. Isso significa avaliar o valor que cada consumidor representa ao longo do tempo — o chamado lifetime value — e não apenas o resultado imediato de uma única transação.

Em muitos casos, pode ser vantajoso sacrificar parte da margem durante a Black Friday para conquistar um cliente que retornará diversas vezes ao longo do ano. A data pode (e deve) ser usada como porta de entrada para a fidelização, especialmente quando apoiada por dados e tecnologia.

A inteligência artificial desempenha papel decisivo nesse movimento. Ao automatizar processos como precificação, reposição de estoque e recomendações personalizadas, ela permite identificar oportunidades e equilibrar volume e rentabilidade com muito mais precisão. A Amazon, por exemplo, já utiliza sistemas inteligentes para ajustar preços e realizar pedidos de forma autônoma, liberando os gestores para decisões mais estratégicas, como negociar verbas e planejar campanhas.

Mas a tecnologia, por si só, não é suficiente. O diferencial está em combinar inteligência artificial e inteligência humana para tomar decisões mais assertivas e construir relações de longo prazo. O varejista que entende o comportamento do seu público, personaliza ofertas e entrega uma boa experiência pós-venda está, na prática, aumentando sua margem futura — mesmo que isso ainda não apareça no resultado imediato da Black Friday.

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A data, portanto, precisa ser encarada não como um evento isolado, mas como parte de uma estratégia contínua de relacionamento e rentabilidade. Quem continuar medindo sucesso apenas pelos picos de faturamento corre o risco de perder competitividade.

Na Black Friday de 2025, o verdadeiro ganho não estará nas vendas do grande dia, mas na fidelização inteligente dos clientes conquistados. Margem e rentabilidade tornam-se consequência direta de uma operação mais integrada, analítica e orientada ao longo prazo — e é nesse equilíbrio que o varejo encontrará seu futuro sustentável.

Foto de Revista da Farmácia

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