Câmara aprova fim da jornada 6×1 e projeto segue para votação no Senado

Proposta prevê redução gradual da carga horária para 40 horas semanais, sem corte de salários, mas cria exceções para profissionais.
Câmara aprova fim da jornada 6x1 e projeto segue para votação no Senado
Reprodução: Foto / Câmara dos Deputados
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A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que decreta o fim da jornada de trabalho de seis dias por um de descanso, conhecida popularmente como 6×1. O texto recebeu amplo apoio dos parlamentares e agora segue para análise e debate no Senado Federal.

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No primeiro turno, a proposta obteve 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários. Na segunda etapa da votação, o placar foi de 461 votos a favor e 19 contra. Para que o projeto fosse aprovado, eram necessários pelo menos 308 votos favoráveis. Entre as bancadas políticas, os partidos Novo e Missão orientaram seus integrantes a votar contra a medida, enquanto o PL liberou a bancada no segundo turno.

Apesar do avanço, a medida ainda depende da aprovação dos senadores para virar lei. Na outra Casa Legislativa, existe a possibilidade de a oposição articular uma manobra por meio de um projeto alternativo, a chamada PEC da Hora Trabalhada. Essa proposta prevê o pagamento por hora trabalhada e permite a negociação individual direta entre empregador e empregado.

O texto aprovado pelos deputados estabelece um prazo de transição de 14 meses para a redução gradual da carga horária semanal. A jornada passará das atuais 44 horas para 40 horas. Esse modelo representa um meio-termo entre a realidade atual e a sugestão de 36 horas que vinha sendo debatida por alguns setores no Congresso. Se a PEC for aprovada definitivamente, o trabalhador terá direito a dois dias de folga remunerada por semana, sendo que um deles deve ser, preferencialmente, aos domingos.

As mudanças acontecerão em duas etapas. A regra de transição determina que a jornada seja reduzida para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação da PEC. Depois de 12 meses desse primeiro prazo, o limite definitivo será fixado em 40 horas semanais.

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A distribuição das horas de trabalho poderá ser definida por meio de acordos e convenções coletivas entre empresas e sindicatos de cada categoria. Essas negociações poderão ampliar o tempo de trabalho diário para reorganizar os dias da semana, desde que os descansos previstos em lei sejam respeitados. Um ponto fundamental da proposta é a proibição de qualquer tipo de corte nos salários dos trabalhadores.

O projeto também define critérios de exceção para a nova regra. O controle de horas não será aplicado a profissionais que possuam diploma de ensino superior completo ou que recebam salário mensal acima de R$ 21.188,87. Para esse grupo, o controle de jornada só existirá caso haja decisão ou acordo com a própria empresa. Além disso, as novas regras não se aplicam aos servidores públicos.

Fonte: CFF

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