Ipea prevê crescimento do PIB de 2,7% e inflação em 4,1% em 2019

Publicidade

O ajuste fiscal pode ser feito por meio de contenção do crescimento dos gastos públicos. A redução anual pode chegar a cerca de R$ 100 bilhões em 2022, com reformas que reduzam o crescimento das despesas obrigatórias do governo federal.  Para isso, além das alterações na Previdência em tramitação no Congresso Nacional, são necessárias mudanças na regra de reajuste do salário mínimo – a regra atual vai expirar em 2019 –, na recomposição de servidores públicos aposentados e no abono salarial. Os cálculos feitos pelo Grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) foram divulgados nesta quinta-feira, 20.

A análise também prevê crescimento de 2,7% do PIB em 2019 se ocorrerem reformas que viabilizem o equilíbrio das contas públicas no médio prazo. “A Previdência é o principal item de despesa do governo, porque ela tem um crescimento projetado explosivo, ao contrário de outros que se mantêm sob controle”, informa o diretor de estudos e políticas macroeconômicas do Ipea, José Ronaldo de Souza Jr.

Segundo o documento, o PIB deve fechar 2018 com crescimento de apenas 1,3%, bem abaixo do esperado pela maioria dos analistas no início do ano. A alta deve ser de 0,8% na indústria, 0,6% na agropecuária e de 1,4% em serviços.  O investimento previsto no setor industrial é de 4,4%. O consumo das famílias deve expandir 1,9%, ao passo que o consumo do governo deve permanecer praticamente estagnado. Já as exportações líquidas devem apresentar contribuição negativa para a expansão do PIB, com as importações crescendo substancialmente mais que as vendas externas.

O estudo traz, ainda, estimativas da economia agrícola. De acordo com o Ipea, o PIB agropecuário deve crescer 0,6% em 2018 e 0,9% em 2019, com base no prognóstico do IBGE. Quando utilizados dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o crescimento previsto sobe para 2% em 2019.

A inflação deve ficar em 4,1% em 2019 – abaixo da meta de 4,25% -, em parte devido ao elevado grau ocioso da economia. O Indicador Ipea de Hiato do Produto aponta para um produto potencial 3,4% acima do PIB, porém essa ociosidade pode se reduzir para algo em torno de 1,3% no 4º trimestre de 2019. “Nessas condições, o Banco Central poderia dar início a um processo de elevação gradual da meta da taxa Selic já no final de 2019, ou no início de 2020”, sugere o estudo. As projeções estão condicionadas a um cenário com ajuste fiscal promovido de forma relativamente rápida pelo novo governo, a ser empossado em 2019.

Acesse o estudo

Foto de Revista da Farmácia

Revista da Farmácia

Por meio da Revista da Farmácia, empresários e profissionais se mantêm informados sobre as mais eficientes técnicas de planejamento, gestão, vendas, boas práticas farmacêuticas, entre outros temas.
Compartilhe
Publicidade

Receba as principais notícias direto no seu celular

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Veja também

Setor de artigos farmacêuticos cresce 0,6% em junho

Na comparação anual, segmento registrou alta de 3,2%, aponta Índice do Varejo Stone (IVS).

GLP-1 movimenta R$ 4 bilhões no primeiro trimestre e impulsiona subcategorias nas farmácias

Enquanto as subcategorias de protetor solar e produtos para cabelo, corpo e rosto crescem, medicamentos antidiabéticos orais e lancetas registram retração.

Envelhecimento ativo impulsiona procura por vitaminas e suplementos durante os meses mais frios

Dados do Farmácias App mostram crescimento sazonal na busca por produtos voltados à imunidade, à saúde óssea e à energia entre consumidores acima de 60 anos.

Mudança de clima impulsiona procura por produtos de higiene nasal e cuidados respiratórios

Compra de soros fisiológicos, sprays nasais e itens voltados à saúde respiratória ganha força entre abril e julho de 2026.

Apreensão de canetas emagrecedoras cresce 20 vezes em dois anos

Especialista do Grupo Polar alerta que falhas no transporte e armazenamento podem comprometer a estabilidade de medicamentos biológicos.

Medicamentos para hipertensão lideram a jornada crônica e representam 36,1% dos tratamentos contínuos

Estudo da Funcional com beneficiários do Benefício Farmácia revela que 22,4% utilizam simultaneamente terapias para pressão alta, diabetes e colesterol elevado.
Não existem mais matérias para exibir.
Publicidade
Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, vamos assumir que você está feliz com isso.