Vendas de medicamentos genéricos crescem no primeiro semestre de 2025

Envelhecimento da população eleva a prevalência de doenças crônicas e aumenta a demanda por tratamentos acessíveis.
Vendas de medicamentos genéricos crescem no primeiro semestre de 2025
Foto: Divulgação
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As vendas de medicamentos genéricos seguem em trajetória ascendente no Brasil. No primeiro semestre de 2025, a categoria manteve forte participação nas farmácias do país, impulsionada por fatores como o envelhecimento populacional, a ampla aceitação por parte de consumidores e médicos, e os preços mais acessíveis. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base em dados do instituto IQVIA, diversos estados do Nordeste registraram crescimento na participação dos genéricos nas vendas totais de medicamentos.

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Pernambuco teve o maior índice de penetração no período, com 35,76% de participação — o equivalente a mais de 60,7 milhões de unidades vendidas. Em seguida, aparecem o Rio Grande do Norte (32,83%) e o Piauí (32,01%), demonstrando forte adesão ao modelo em regiões com elevada densidade populacional e infraestrutura consolidada.

Outros destaques incluem São Paulo, com o maior volume absoluto de vendas entre os estados (quase 264 milhões de unidades), e Minas Gerais, que comercializou mais de 159 milhões de unidades, representando 30,82% do total vendido no estado.

Confira os 10 estados com maior participação de genéricos no total de medicamentos vendidos no 1º semestre de 2025:

  1. Pernambuco – 35,76%
  2. Rio Grande do Norte – 32,83%
  3. Piauí – 32,01%
  4. Minas Gerais – 30,82%
  5. Paraíba – 30,56%
  6. Alagoas – 29,70%
  7. Bahia – 29,26%
  8. Sergipe – 29,26%
  9. Goiás – 28,75%
  10. São Paulo – 28,46%

Entre os medicamentos genéricos mais vendidos no Brasil, destacam-se os tratamentos voltados para doenças crônicas e condições de alta prevalência. A lista dos campeões de vendas inclui: losartana, dipirona sódica, hidroclorotiazida, tadalafila, nimesulida, simeticona, enalapril, sinvastatina, atenolol e anlodipino.

Segundo Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da PróGenéricos, o crescimento sustentável da categoria é resultado de mais de duas décadas de consolidação: “Os genéricos conquistaram a confiança de médicos e pacientes. Além de segurança e eficácia comprovadas, oferecem economia significativa. Em 2024, o segmento movimentou R$ 20,4 bilhões, com crescimento de 13,50% em relação ao ano anterior”.

Por determinação legal, os genéricos devem custar ao menos 35% menos que os medicamentos de referência. Na prática, os descontos médios chegam a 69%, beneficiando diretamente a população. Desde sua criação, a categoria já proporcionou uma economia direta de R$ 355 bilhões aos consumidores brasileiros, com estimativa de alcançar os R$ 400 bilhões até o final do ano.

O presidente ainda destaca que os genéricos já respondem por mais de 39% das vendas no mercado brasileiro. Esse avanço está diretamente ligado ao envelhecimento da população e ao aumento da incidência de doenças crônicas.

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Estimativas baseadas em estudos do IFEPEC/NEIT-Unicamp mostram que cerca de 73% das pessoas com mais de 50 anos convivem com ao menos uma condição crônica, como hipertensão, diabetes ou dislipidemias. Trata-se justamente do público que mais consome medicamentos genéricos — uma tendência que tende a se intensificar nos próximos anos, impulsionando ainda mais a demanda por tratamentos acessíveis e eficazes.

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