Câncer de cabeça e pescoço: detecção prematura aumenta em 90% probabilidade de cura

O câncer de cabeça e pescoço é um dos que mais mata homens no Brasil
Foto: shutterstock
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Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de cabeça e pescoço (CCP) chega a quase 700 mil casos e 400 mil mortes por ano. Entre os homens, os tumores da cavidade oral e da laringe combinados equivalem ao segundo tipo de tumor mais frequente.

O que é o câncer de cabeça e pescoço?

O CCP representa os tumores que se originam em diversas regiões das vias aérodigestivas, como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe e laringe.

Importância da descoberta precoce

Um levantamento realizado pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) revelou que seis em cada dez pacientes com CCP que realizaram atendimento na instituição são diagnosticados já em um estágio avançado da doença, fato que diminui as chances de cura para 40%.

Por esse motivo, foram criadas ações como a Campanha Julho Verde, que busca conscientizar sobre a doença ao longo deste mês. O objetivo é fazer com que as pessoas entendam que, se detectada precocemente, a probabilidade de cura sobe para 90%.

Doença pode ser assintomática

Muitas vezes, os tumores de cabeça e pescoço podem ser assintomáticos, o que comprova a importância de se estar em dia com exames de rotina. E, com o passar do tempo, sintomas como dores locais, sangramentos e machucados, caroços no pescoço, mudança na voz, rouquidão e dificuldade para engolir podem surgir.

Estudos comprovam que mais de 80% dos pacientes brasileiros que apresentam o tumor eram tabagistas, e cerca de 70% também consumiam bebidas alcóolicas com frequência.

O tratamento

Alguns dos tratamentos para a CCP são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo ou uma combinação de tratamentos. A escolha de um deles varia de acordo com diversos fatores, como a localização do tumor, o estágio da doença, a idade do paciente e o quadro geral de saúde.

Veja também: Tratamento oral para câncer de mama avançado ou metastático é aprovado pela Anvisa

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