Vacina para Covid-19 da BioNTech e Pfizer induziu resposta imune “robusta” em resultados preliminares

Resultados preliminares dos testes da vacina nas fases 1 e 2 foram publicados hoje na revista Nature.
Resultados preliminares da vacina da BioNTech e da Pfizer foram positivos
Foto: shutterstock
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Uma das candidatas à vacina contra a Covid-19, a BNT162b1, desenvolvida pelas farmacêuticas BioNTech e Pfizer, induziu uma resposta imune “robusta” e não teve efeitos colaterais graves em voluntários adultos, mostram resultados preliminares publicados nesta quarta-feira (12) na revista científica Nature. A notícia foi publicada hoje pelo portal G1.

Grupos participantes

Os resultados divulgados diziam respeito às fases 1 e 2 dos testes, que testam a segurança e a eficácia da vacina. A BNT162b1 foi bem tolerada pelos participantes, embora alguns deles tenham apresentado efeitos colaterais leves a moderados, que aumentaram com o nível da dose, como dor no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e distúrbios do sono.

Ao todo, foram 45 participantes nos testes (23 homens e 22 mulheres), divididos em quatro grupos – o primeiro recebeu uma dose de 10 microgramas da vacina; o segundo, uma dose de 30 microgramas; o terceiro recebeu uma dose de 100 microgramas; e o quarto grupo recebeu um placebo.

Detalhes dos resultados

Os participantes que receberam 10 ou 30 microgramas tomaram uma segunda dose da vacina, de reforço, que foi aplicada 21 dias após a primeira, fato que aumentou a quantidade de anticorpos. Mesmo antes da segunda dose, eles já apresentavam anticorpos contra o Sars-CoV-2.

O estudo mostrou que a resposta imune foi muito mais forte no grupo de 30 microgramas do que no de 10 microgramas. Contudo, não houve diferenças significativas na resposta imune entre os grupos de 30 e 100 microgramas após uma dose.
Por esse motivo, como os participantes que receberam a dose mais alta também tiveram maiores efeitos colaterais, não receberam uma segunda dose.

Veja também: Anvisa faz alteração no protocolo de pesquisa de vacina de Oxford

Foto de Revista da Farmácia

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