Em um setor dinâmico e altamente regulamentado como o farmacêutico, a capacidade de se desenvolver continuamente e criar uma cultura de aprendizagem deixou de ser um diferencial para se tornar essencial. O cenário é de constante mudança: novas regras, procedimentos técnicos que são atualizados e uma demanda do mercado por eficiência operacional exigem competências e habilidades atualizadas o tempo todo.

Nesse contexto, empresas que conseguem incorporar a aprendizagem contínua à sua cultura não apenas se mantêm relevantes, mas também constroem equipes mais preparadas para os desafios do presente e do futuro. O Laboratório Teuto, que emprega quase 4 mil colaboradores em diversas áreas, é um exemplo de como o investimento no desenvolvimento das pessoas pode fazer parte da estrutura da organização.
Para Cláudio Louzada, coordenador de treinamentos e colaborador da empresa desde 2000, um passo importante é identificar quais competências comportamentais e técnicas precisam ser desenvolvidas para sustentar o plano estratégico da organização.
“Os processos são contínuos e devem alcançar todos os colaboradores, mas isso só funciona se os líderes assumirem o protagonismo e forem peças-chave no engajamento. Quem vai levar a empresa para esses objetivos são as pessoas”, destaca.
O coordenador também ressalta a importância de metodologias que considerem as características do público adulto. Afinal, na andragogia, o aprendiz está constantemente associando o conteúdo à própria vivência e avaliando a utilidade prática da informação. Por isso, cabe aos instrutores e multiplicadores pensar em tecnologias e abordagens que estimulem a aprendizagem.
A eficácia, no entanto, depende de pilares fundamentais. O domínio do conteúdo, a didática e a capacidade de engajar o público influenciam diretamente os resultados.
“A cognição acontece quando você cria uma série de estímulos, buscando caminhos mais eficazes para uma memória de longo prazo”, explica.
Aprendizagem
O Teuto tem investido em metodologias ativas que vão além da simples exposição teórica, como teatralização de situações, conteúdos lúdicos, quizzes, simulações de casos e mecânicas de reforço que despertam a atenção e aumentam o nível de aprendizagem.
“É preciso aplicar a teoria na prática”, defende o coordenador, citando o modelo 70-20-10, segundo o qual 10% do aprendizado vêm do treinamento formal, 20% da interação entre colegas e 70% da rotina e da prática no dia a dia.
Nesse sentido, a Universidade Teuto, plataforma corporativa de educação a distância, surge como uma ferramenta essencial. Ela oferece centenas de cursos gratuitos e treinamentos técnicos para colaboradores. Diversos setores da empresa contam com salas virtuais onde os conteúdos são armazenados, além de métricas de aprendizagem e engajamento que geram informações para os gestores.
Além da parte técnica, há também o aspecto cultural. Os multiplicadores de conhecimento, segundo Louzada, são peças-chave nesse processo. “Geralmente, as pessoas que abraçam a oportunidade de ser multiplicadores já assimilaram a cultura da empresa, e a própria conduta desse profissional acaba agregando ao conteúdo”, afirma.
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Esse alinhamento entre valores e prática fortalece a formação de equipes mais preparadas e coesas.
Para Louzada, a formação continuada é transformadora. Sua própria trajetória é um exemplo desse processo. “Minha conexão com a aprendizagem começou ainda na juventude. Decidi seguir o caminho dos estudos para mudar de vida e descobri o quanto a aprendizagem constante é transformadora”, conclui.
Em um setor no qual a inovação e a precisão são essenciais, investir no desenvolvimento contínuo dos profissionais não é apenas uma vantagem competitiva, mas também um compromisso com a qualidade e a segurança que o mercado e a sociedade esperam. Como exemplifica a trajetória do Teuto e de seus colaboradores, a aprendizagem contínua é um dos pilares para construir uma indústria mais forte, inovadora e confiável.