Com mais de 360 lojas, forte presença digital e faturamento anual acima de R$ 5 bilhões, a Drogaria Araujo opera em um ambiente no qual dados sensíveis fazem parte da rotina: informações de clientes, fichas farmacêuticas, dados de saúde, registros fiscais e uma operação cada vez mais híbrida, que combina lojas físicas e canais digitais. Nesse cenário, a segurança da informação deixou de ser apenas uma exigência técnica para se tornar um fator crítico de negócio.

A virada começou quando a empresa percebeu que sua solução de Data Loss Prevention (DLP) já não entregava o nível de qualidade necessário para sustentar o crescimento e a complexidade da operação. O objetivo era claro: trocar o DLP sem causar impactos profundos na infraestrutura existente.
Antes de qualquer escolha, a Araujo conduziu uma concorrência com cinco soluções diferentes, aliando testes técnicos a uma pesquisa aprofundada junto ao Gartner, buscando referências neutras e alinhadas às melhores práticas globais. O foco sempre foi encontrar uma plataforma capaz de reter informações na nuvem, atender a um modelo híbrido e, principalmente, evitar mudanças invasivas em ambientes críticos de TI — algo comum em soluções tradicionais.
Foi nesse contexto que a Proofpoint, implementada com o apoio da Add Value, se destacou. Leve, integrada e com uma proposta que ia além da tecnologia pura, a plataforma se encaixou no modelo de negócios da empresa.
“Um dos diferenciais percebidos desde o início foi a capacidade da solução de automatizar processos de classificação de informações estruturadas e facilitar a criação de políticas de segurança. Isso reduziu significativamente o esforço manual da equipe e tornou o DLP mais aderente à realidade do varejo farmacêutico, onde regras específicas — como fichas farmacêuticas, dados de saúde e requisitos de LGPD, compliance e auditoria — são essenciais”, salienta Daniel Moreira, CISO da Drogaria Araujo.
Proteção avançada e maior controle de processos
Os primeiros resultados vieram rapidamente, especialmente na proteção avançada de e-mails. A empresa processa cerca de 3 milhões de mensagens por mês, volume que caiu para aproximadamente 1 milhão após a implementação, graças à automação nos níveis N1 e N2 de detecção de ameaças. O impacto foi direto na produtividade e na redução de ruído operacional.
No campo da proteção de dados, as regras específicas para o varejo farmacêutico permitiram uma redução de 70% nos riscos associados a dados sensíveis, fortalecendo a aderência à LGPD e aos processos de auditoria.
Outro destaque foi a mudança na abordagem de conscientização em segurança. A Araujo substituiu sua campanha interna pelo programa da Proofpoint, unificando tecnologia e treinamento. O resultado foi uma queda de 61% nos cliques em tentativas de phishing, evidenciando o impacto direto da educação aliada a dados comportamentais.
Segurança inteligente que ultrapassa o perímetro da TI
Com o amadurecimento da plataforma, a solução deixou de ser apenas uma ferramenta de segurança e passou a ter uso corporativo. Áreas como compliance, consultoria interna e recursos humanos passaram a utilizá-la. Ainda na fase de prova de valor (POV), foram identificadas ocorrências relacionadas a desvios de conduta e potenciais não conformidades, a partir de análises internas realizadas ao longo dos últimos meses, envolvendo temas sensíveis de ética e comportamento — avaliados de forma transversal, não restrita ao time de segurança.
“A plataforma passou a apoiar análises de produtividade em modelos de home office, tanto para colaboradores administrativos quanto para operações ligadas às lojas, algo raro em ferramentas tradicionais de segurança. A jornada mostrou que é difícil encontrar uma ferramenta de segurança que se torne, de fato, corporativa. No caso da Araujo, isso só foi possível porque a solução conseguiu atrelar segurança a risco de negócio, reduzindo o esforço de compliance e apoiando decisões estratégicas do dia a dia”, revela Moreira.
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“Para nós, da Add Value, é uma grande satisfação fazer parte de um projeto que vai muito além da soma de tecnologias. A experiência reforçou a importância de integrar comportamento humano à segurança orientada por dados, com as pessoas no centro da estratégia. A ferramenta ajuda os usuários a entenderem que eles também são parte do risco — e, ao mesmo tempo, parte fundamental da proteção”, avalia Thiago Marques, diretor de Desenvolvimento de Negócios em Cibersegurança da Add Value.
Ao transformar métricas em consciência e prevenção inteligente, a Drogaria Araujo deu um passo além da proteção tradicional. A companhia construiu uma abordagem de segurança baseada em cultura, comportamento e risco humano, alinhada diretamente aos objetivos do negócio.