Descarte de medicamentos nas farmácias supera 1 mil toneladas

Volume destinado de forma ambientalmente correta é 18 vezes maior em relação a 2021, ano de início do sistema de logística reversa.
Descarte de medicamentos nas farmácias supera 1 mil toneladas
Serafim Branco Neto, da Abrafarma, ao lado do coletor que estimula o descarte correto de medicamentos (Foto: Divulgação)
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As 29 maiores redes do varejo farmacêutico nacional registraram um novo recorde no descarte correto de medicamentos. O recolhimento de resíduos de remédios vencidos ou em desuso, além de suas embalagens, superou, pela primeira vez, a marca de 1 mil toneladas em um único ano.

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Os dados são da Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma). O volume destinado de forma ambientalmente correta em 2025 totalizou 1.011,54 toneladas — um montante 18 vezes maior do que as 55,7 toneladas descartadas em 2021, ano que marcou o início do processo de adequação ao sistema de logística reversa previsto no Decreto Federal nº 10.388/2020. O resultado também é substancialmente superior ao de 2024, representando um avanço de 30%.

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O número de pontos de recolhimento mais que dobrou no período, passando de 3.634 para 7.780 em cinco anos. Atualmente, 775 municípios já contam com sistemas de logística reversa, com alcance populacional estimado em cerca de 199 milhões de pessoas. Do volume total recolhido, 93% dos resíduos foram incinerados e 7% destinados a aterros sanitários.

“Esse é o resultado de um esforço conjunto, que envolve a crescente conscientização dos brasileiros em relação às causas de impacto socioambiental e o empenho das redes de farmácias em divulgar os benefícios concretos dessa prática”, afirma Sergio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.

Ações de estímulo

Para ampliar a adesão de empresas e consumidores, a entidade vem apresentando, de forma contínua, um modelo de contentor — recipiente utilizado para o descarte adequado de medicamentos — em eventos do setor. A Abrafarma também integra um grupo de trabalho formado por entidades parceiras do sistema LogMed, responsável por parametrizar e monitorar a operação da logística reversa.

“Há espaço para avançarmos ainda mais, considerando que as grandes redes contam com 11,5 mil lojas e tomando como referência o exemplo de Portugal, onde a média anual de descarte chega a 1.200 toneladas”, complementa Barreto.

Foto de Revista da Farmácia

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