Farmácia Popular deixa de atender sete milhões de pessoas

Foto: Reprodução site Ministério da Saúde
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De acordo com levantamento feito pelo telejornal Repórter Brasil junto ao Ministério da Saúde e à Fiocruz, o Programa Farmácia Popular deixou de atender sete milhões de pessoas nos últimos dois anos devido ao corte de 27% de seus gastos desde 2015, como foi noticiado na Folha de S.Paulo no último dia 11 de abril.

Como consequência, 400 farmácias públicas administradas pelo governo federal fecharam as portas em 2017, e houve uma queda na distribuição de medicamentos nas farmácias privadas conveniadas ao programa. Além disso, o Farmácia Popular está sem coordenador desde setembro de 2018.

Criado em 2004, o programa distribui medicamentos para hipertensão, diabetes e asma gratuitamente em 31 mil farmácias privadas conveniadas. Já medicamentos para controle de colesterol, rinite e anticoncepcionais são vendidos com 90% de desconto.

As unidades públicas que foram fechadas vendiam outros 77 medicamentos com desconto, atingindo cerca de seis milhões de pessoas por ano. Na época em que foram fechadas, o Ministério da Saúde afirmou que 80% dos R$ 100 milhões gastos com a rede própria correspondiam a gastos administrativos, e não a medicamentos. E, em vez de ampliar o serviço nas farmácias privadas, cerca de um milhão de pessoas deixaram de ser atendidas nessa vertente. Ou seja, o número de pessoas beneficiadas pela Farmácia Popular caiu de 28,8 milhões, em 2016, para 21,6 milhões em 2018.

Na próxima terça (16/04), a advogada e especialista em Farmácia Popular, Renata Abalém, estará no É de Farmácia, programa exibido no canal da Ascoferj, no YouTube, falando sobre o provável fim do Farmácia Popular. A entrevista será publicada às 14h.

Foto de Revista da Farmácia

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Uma resposta

  1. NÃO SOU A FAVOR DO DESCREDENCIAMENTO DAS FARMÁCIAS E SIM UMA MAIOR E MAIS RIGOROSA FISCALIZAÇÃO POIS OS MEDICAMENTOS ENTREGE PARA OS USUÁRIOS SÃO TODOS SUPERFATURADOS PELAS FARMÁCIAS DO PROGRAMA

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