Popularização da semaglutida exige maior precisão na gestão das farmácias

Expansão dos tratamentos contínuos reforça a necessidade de prever a demanda, evitar rupturas de estoque e acompanhar a jornada dos pacientes, analisa TOTVS.
Popularização da semaglutida exige maior precisão na gestão das farmácias
Rogério Vieira, diretor de Produtos para Farma da TOTVS (Foto: Divulgação)
Publicidade

A ampliação da oferta de medicamentos à base de semaglutida no Brasil deve aumentar a procura por tratamentos da classe GLP-1 e exigir uma operação mais precisa das farmácias. Além de garantir a disponibilidade de produtos de alto valor agregado, que demandam refrigeração, o varejo farmacêutico precisará prever a demanda, administrar programas de benefícios e fortalecer o relacionamento com pacientes que utilizam esses medicamentos de forma contínua.

Whatsapp Image 2026 06 24 At 08.19.00
Espaço publicitário

A chegada da primeira semaglutida produzida no país, conhecida como o “Ozempic nacional”, representa mais uma etapa desse movimento. Segundo Rogério Vieira, a tendência é que a ampliação do acesso aumente não apenas as vendas, mas também a complexidade da operação.

“As novas opções de medicamentos à base de semaglutida, incluindo alternativas ao Ozempic, tendem a democratizar o acesso ao tratamento e a aumentar a procura por essa classe de medicamentos. Para as farmácias, isso significa administrar uma operação mais complexa, com maior previsibilidade da demanda, controle rigoroso de estoques e capacidade de acompanhar toda a jornada do paciente ao longo do tratamento”, afirma.

Principais desafios para as farmácias

Um dos principais desafios será equilibrar a procura crescente com uma oferta que ainda avança gradualmente. O volume inicial estimado em cerca de 500 mil unidades aumenta a importância do planejamento para reduzir o risco de falta desses medicamentos nas lojas. Como esses produtos precisam permanecer refrigerados ao longo de toda a cadeia logística, perdas e falhas de armazenamento também podem gerar impactos relevantes para a operação.

Outro ponto de atenção é a presença desses medicamentos nos Programas de Benefícios em Medicamentos (PBMs), que oferecem descontos por meio de acordos entre indústrias farmacêuticas, farmácias e administradoras. Para participar desses programas, as redes precisam controlar regras comerciais, validar a elegibilidade dos pacientes, aplicar corretamente os descontos e realizar a conciliação das transações.

Tecnologia é aliada do varejo

Nesse cenário, a integração entre dados de vendas, estoques, PBMs e relacionamento com os clientes permite acompanhar o consumo, antecipar necessidades de reposição e reduzir rupturas. Essas informações também ajudam as farmácias a compreender a frequência das compras e a manter o vínculo com pacientes que dependem da continuidade do tratamento.

“Mais do que vender um medicamento, as farmácias passam a construir uma relação contínua com esses pacientes. Isso exige uma operação capaz de combinar eficiência, inteligência de dados e qualidade no atendimento para garantir a disponibilidade dos produtos e uma experiência consistente ao longo de todo o tratamento”, completa Vieira.

Leia também: Omnichannel impulsiona faturamento do varejo no Dia das Mães

Com a expansão dos tratamentos de uso contínuo, a capacidade de transformar dados operacionais em decisões rápidas passa a ser um diferencial para redes de todos os portes. A tecnologia ganha, assim, uma função central para aumentar a previsibilidade, controlar processos mais complexos e sustentar o crescimento do varejo farmacêutico.

Foto de Revista da Farmácia

Revista da Farmácia

Por meio da Revista da Farmácia, empresários e profissionais se mantêm informados sobre as mais eficientes técnicas de planejamento, gestão, vendas, boas práticas farmacêuticas, entre outros temas.
Compartilhe
Publicidade

Receba as principais notícias direto no seu celular

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Publicidade

Veja também

Santa Branca celebra 40 anos impulsionada por recorde de R$ 255 bilhões no setor farmacêutico nacional

Com mais de 40 anos de história, rede cearense aproveita força do associativismo para crescer acima da média do mercado

Assaí lança operação própria de farmácias com 25 unidades previstas para 2026

Com a marca Assaí Farma, companhia inaugura a primeira unidade na loja Anhanguera, em São Paulo.

Marcas próprias avançam no varejo farmacêutico e ampliam demanda por parceiros industriais especializados

Com mais de 40% das famílias consumindo marcas próprias, redes farmacêuticas ampliam investimentos em linhas exclusivas e fortalecem parcerias com a indústria.

Entenda as fases que um medicamento percorre antes de chegar às farmácias

Da bancada do laboratório até a prescrição médica, um novo medicamento pode levar mais de uma década para chegar à população. Esse percurso envolve anos de pesquisa, testes rigorosos e

DPSP apresenta Relatório de Sustentabilidade com marco histórico em logística reversa

Documento destaca resultados no descarte correto de medicamentos e avanços na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Drogaria Cumani inaugura nova loja e anuncia vagas de emprego no Rio de Janeiro

Rede amplia sua presença nas zonas Norte e Sudoeste da cidade e abre oportunidades para profissionais.
Não existem mais matérias para exibir.
Publicidade
Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, vamos assumir que você está feliz com isso.