Falta de controle financeiro ameaça expansão do varejo farmacêutico, alerta especialista

Crescimento sustentável está diretamente ligado à capacidade de transformar dados em decisões estratégicas com o apoio da tecnologia.
Falta de controle financeiro ameaça expansão do varejo farmacêutico, alerta especialista
Foto: Henrique Carbonell, CEO e cofundador da F360
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O varejo farmacêutico segue como um dos setores mais resilientes da economia brasileira. No ano passado, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador, o segmento cresceu 11% em relação ao período anterior, movimentando R$ 158,4 bilhões, segundo dados revelados pela Associação dos Distribuidores Farmacêuticos do Brasil (Abafarma). O número de estabelecimentos também cresceu e chama a atenção: o país já conta com mais de 90 mil farmácias e drogarias em operação.

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Henrique Carbonell, CEO e cofundador da F360 — maior plataforma de gestão financeira para franquias e redes varejistas do país — destaca que o controle financeiro deixou de ser apenas uma função operacional para se tornar um pilar estratégico de crescimento e competitividade. Em um cenário de margens apertadas e gestão de milhares de SKUs, a eficiência financeira é o que diferencia negócios sustentáveis daqueles que apenas sobrevivem.

“Manter a operação financeiramente saudável passa por decisões estratégicas, orientadas por dados precisos e em tempo real”, afirma Carbonell. “Hoje, o varejista lida com desafios duplos: controlar preços para manter a competitividade e, ao mesmo tempo, buscar margens que sustentem o negócio. Nesse cenário, a gestão precisa ser inteligente, conectada e rápida — e é isso que estamos ajudando o setor a construir”.

Esse avanço, no entanto, vem acompanhado de uma complexidade crescente na operação e na gestão dos negócios. A necessidade de lidar com margens de lucro cada vez mais comprimidas, estoques numerosos e regras fiscais rigorosas colocou a eficiência financeira no centro das estratégias de expansão.

Ainda segundo o executivo, atuar sem o apoio de indicadores precisos significa correr riscos consideráveis, principalmente o de perder margem de lucro e comprometer a sustentabilidade do negócio. “No ambiente atual, os erros aparentemente pequenos são os que mais comprometem a saúde da empresa. Uma compra fora do planejamento ou uma falha fiscal pode corroer a margem. E margem é o que sustenta o crescimento. É por isso que eficiência não é mais um luxo, mas uma condição para escalar com segurança”, ressalta o CEO da F360.

Fluxo de caixa e capital de giro sob vigilância

Outro ponto sensível da operação passa pelo descompasso entre os prazos de pagamento a fornecedores e os recebimentos de clientes. Tal dissonância exige um planejamento constante do fluxo de caixa e do capital de giro por parte do gestor. “Muitos varejistas acreditam que vender bem basta. Mas a realidade mostra o contrário: sem organização financeira, até negócios com alto faturamento enfrentam dificuldades para pagar contas básicas. É aí que entra a diferença entre faturar e lucrar. E esse gap é justamente o que uma plataforma de gestão financeira ajuda a fechar”, observa Carbonell.

A tecnologia deixou de ser um diferencial e tornou-se pilar estratégico. Plataformas integradas, como a F360, permitem ao varejista conectar vendas, compras, estoque e finanças em uma única visão de negócio. Isso traz agilidade, reduz riscos e eleva o nível da tomada de decisão.

A tecnologia, aliás, é ponto fundamental para o progresso no contexto moderno. Com o avanço da digitalização e o crescimento de redes com atuação regional, a busca por escala se tornou um movimento natural. Sem uma base sólida de gestão, a expansão pode se tornar um risco. “Não existe crescimento sustentável sem uma base financeira sólida. Antes de escalar, é preciso garantir que o negócio atual está saudável — e é aí que a tecnologia cumpre um papel decisivo: organizar, automatizar e dar clareza para o próximo passo”, destaca o CEO da F360.

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Indo além, a automatização de processos fiscais e contábeis mostra-se essencial para evitar sanções e prejuízos relacionados a erros de apuração ou ao descumprimento de obrigações acessórias. “A conformidade fiscal é um tema crítico no varejo farmacêutico, e a automação reduz drasticamente o risco de falhas humanas”, conclui Carbonell.

Foto de Revista da Farmácia

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