Brasil é o segundo país a comercializar insulina inalável

Insulina inalável
Foto: Divulgação
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Pacientes adultos que têm diabetes passam a contar com uma nova opção para melhorar o controle glicêmico. A insulina inalável Afrezza chega ao mercado brasileiro pela Biomm, empresa brasileira de biotecnologia, em parceria com a MannKind Corporation, biofarmacêutica norte-americana.

A medicação, aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2019, será comercializada em três dosagens: 4, 8 e 12 unidades internacionais de insulina, em embalagens com 90 e 180 refis, e dois inaladores por caixa.

Como funciona a insulina inalável

A insulina inalável é parecida com o hormônio produzido naturalmente pelo organismo em indivíduos saudáveis. Ela dissolve pelo pulmão e atinge a corrente sanguínea, fazendo com que os níveis máximos da medicação sejam alcançados entre 12 e 15 minutos após a administração, que deve ser realizada antes das refeições.

O CEO da Biomm, Heraldo Marchezini, fala sobre o medicamento: “Com Afrezza, buscamos trazer maior conveniência e qualidade de vida aos pacientes, por meio de um medicamento comprovadamente seguro e eficaz”.

Ação para estimular compra

A Biomm criou o programa Mais Saúde para estimular a adesão dos pacientes. Os que se cadastrarem pelo site ou pelo telefone 0800-057-2467 poderão adquirir o medicamento em redes de farmácia associadas com descontos de 20% a 35%, além de contar com informações educacionais e orientações.

Dessa forma, a insulina custará a partir de R$1.900,00, valor definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Cenário do diabetes

Atualmente, a doença atinge 425 milhões de pessoas no mundo, sendo o Brasil a quarta maior população afetada, segundo dados da Federação Internacional de Diabetes de 2017.

São 16,8 milhões de pessoas convivendo com o diabetes e cerca de 500 novos casos diagnosticados por dia. Além disso, 40 milhões de brasileiros estão pré-diabéticos e 25% devem desenvolvê-lo nos próximos cinco anos, como aponta a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).

Veja também: Registro de medicamentos pela Anvisa cresce 100%

Foto de Revista da Farmácia

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