O mercado de medicamentos para hipertensão começou o ano em trajetória de crescimento, de acordo com dados da Interplayers. No acumulado de janeiro a março de 2026, o setor registrou aumento de 7% no faturamento e de 9% nas unidades comercializadas*, sinalizando um início de ano mais aquecido. Já no período móvel de 12 meses, que considera abril de 2025 a março de 2026, o cenário é mais moderado, com alta de 3% no faturamento e leve queda de 1% em unidades.

Entre os principais mercados, São Paulo apresentou crescimento de 7% no faturamento no período móvel de abril de 2025 a março de 2026, mesmo com retração de 2% em unidades. No acumulado de janeiro a março de 2026, o desempenho foi mais forte, com alta de 10% em faturamento e de 4% em unidades.
No Rio de Janeiro, o período móvel de 12 meses registrou estabilidade no faturamento, com variação positiva de 1%, e queda de 6% em unidades. Já no primeiro trimestre de 2026, houve recuperação, com crescimento de 8% no faturamento e de 2% em unidades.
Nas demais unidades da federação, os resultados são mais heterogêneos. Rondônia se destaca com crescimento de 33% no faturamento no acumulado de janeiro a março de 2026, enquanto Roraima registra queda de 17% no mesmo período, evidenciando diferenças relevantes no comportamento do mercado.
No recorte regional, o Sul lidera o crescimento no acumulado do primeiro trimestre de 2026, com alta de 10% no faturamento, impulsionado principalmente pelo Rio Grande do Sul, que avançou 16%. O Sudeste também apresentou desempenho positivo no período, com crescimento de 9% no faturamento e de 3% em unidades.
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Segundo Everton Paloni, gerente de Inteligência de Negócios e Mercado da ECS — empresa parceira da Interplayers especializada em inteligência de mercado —, o crescimento observado no período deve ser analisado com cautela. “O crescimento em unidades no início do ano não necessariamente indica continuidade do tratamento, mas reflete o aumento da prevalência da hipertensão e de fatores de risco, como a obesidade e o envelhecimento da população. Esse cenário ajuda a explicar a maior demanda por medicamentos e reforça a importância de ampliar o acesso ao tratamento e acompanhar essas tendências, considerando também as diferenças regionais”, afirma.
*Os dados consideram programas de fidelização (sell-out) e o canal comercial (sell-in) dentro da categoria de medicamentos para hipertensão. A entrada ou saída de medicamentos dessas iniciativas pode influenciar os resultados.