O mercado brasileiro de suplementação alimentar cresce em ritmo acelerado, mas nem todas as marcas que entram no setor chegam preparadas. Segundo a Pronutrition, indústria especializada no desenvolvimento e na fabricação de suplementos, empresas estreantes frequentemente falham em três frentes críticas: planejamento estratégico, adequação regulatória e construção de marca.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos para Fins Especiais e Congêneres (ABIAD), o setor já movimenta mais de R$ 15 bilhões por ano. Além disso, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos, o Brasil conta com mais de 38 mil indústrias de alimentos e bebidas.
Para Francisco Neves, CEO da Pronutrition, o problema começa ainda na concepção do negócio. “Algumas marcas entram no mercado atraídas pelo potencial de crescimento, sem compreender a complexidade do setor. Isso leva a formulações desalinhadas com a demanda, falhas regulatórias e dificuldade para construir credibilidade junto ao consumidor”, afirma.
Outro ponto de atenção, como destaca Neves, é a importância da adequação regulatória. No Brasil, os suplementos alimentares são regulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece critérios específicos para composição, rotulagem e alegações de saúde.
Nos últimos anos, a agência tem ampliado a fiscalização sobre fabricantes e operações que não atendem às normas do segmento, o que reforça a necessidade de as marcas avaliarem com cuidado seus processos e parceiros produtivos, a fim de evitar atrasos, reformulações e impactos operacionais futuros.
Além disso, muitas empresas subestimam a importância da construção de marca e da educação do consumidor. Para Francisco Neves, em um mercado cada vez mais competitivo, apenas lançar um produto não é suficiente. É fundamental comunicar de forma clara os benefícios, os diferenciais e as evidências que sustentam a proposta, fortalecendo a confiança do público.
“Outro ponto crítico é a ausência de planejamento de longo prazo. Algumas marcas focam no lançamento, mas não estruturam a operação para sustentar o crescimento, o que impacta desde a cadeia produtiva até a consistência da comunicação”, complementa o porta-voz.
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É nesse contexto que a Pronutrition atua: do desenvolvimento da fórmula à adequação regulatória, passando pelo posicionamento de mercado. O objetivo é reduzir os riscos de entrada e acelerar a chegada ao consumidor final de forma estruturada.
“A entrada no mercado de suplementação exige muito mais do que uma boa ideia. Trata-se de um processo que envolve ciência, conformidade regulatória e estratégia de marca. Contar com um parceiro que compreenda todas essas etapas faz diferença para transformar um projeto em um negócio sustentável”, conclui Neves.