Mercado farmacêutico no Brasil deve atingir US$ 43,9 bilhões em 2026

Indústria segue em alta, e novas demandas devem ser cada vez mais determinantes, como o segmento de medicamentos emagrecedores.
Mercado farmacêutico no Brasil deve atingir US$ 43,9 bilhões em 2026
Foto: Divulgação
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A indústria farmacêutica segue em plena expansão. Para se ter uma noção da força desse segmento, de acordo com o relatório Tendências Farma 2026, da Mintel, o mercado brasileiro deve atingir US$ 43,9 bilhões em 2026. E a expansão do varejo, que nos últimos anos foi vista como um dos principais motores desse crescimento, agora divide espaço com outros canais: 41% desse volume projetado deve vir de hospitais, governo e compras institucionais.

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Com isso, as empresas que atuam direta ou indiretamente no setor precisam adotar estratégias mais robustas, com antecipação de demandas emergenciais, análise do comportamento de consumo e total atenção às questões regulatórias. Nesse cenário, estão incluídos não apenas médicos e fabricantes, mas também prestadores de serviços, como os operadores logísticos.

“Quando pensamos em uma maior procura por hospitais e órgãos governamentais, temos como consequência a necessidade de atender com mais agilidade — principalmente em questões de saúde pública —, ampliar a capilaridade e manter foco nas normas aplicadas pelas agências regulatórias. Já quando falamos do varejo, a atenção à última milha se torna ainda mais necessária. São dois cenários diferentes, mas que exigem, igualmente, adequação e trabalho altamente especializado”, comenta Ricardo Canteras, diretor Operacional e de Tecnologia da Temp Log.

A empresa, que é a única de cadeia fria no Brasil especializada em produtos para a medicina estética, atua há 35 anos no armazenamento, fracionamento e transporte de produtos de alto valor agregado à saúde. Com abrangência em mais de 2.500 municípios atendidos, a companhia acompanha de perto as tendências do mercado e adota as medidas necessárias para a movimentação cada vez maior de produtos com qualidade e responsabilidade. Para isso, conta com uma modelagem exclusiva de segmentação automatizada e sistemas avançados de rastreamento, além de investir periodicamente na renovação de frotas e em tecnologias de atendimento e monitoramento de carga.

“O momento de grande demanda e crescimento traz muitas oportunidades, mas também desafios. Estamos sempre focados em criar soluções que atendam os clientes com qualidade, eficiência e segurança, garantindo um produto íntegro, de ponta a ponta, em curto prazo, mesmo diante da alta procura”, complementa.

O estudo vai ao encontro da previsão da IQVIA, consultoria responsável por auditar o varejo farmacêutico no País, que projeta um crescimento de 11% para todo o mercado nos próximos cinco anos. Alguns fatores já vêm sendo analisados há algum tempo, como o envelhecimento da população, a queda de patentes e a expansão do setor de biológicos.

Leia também: Prescrição de medicamentos psiquiátricos por endocrinologistas cresce no Brasil

Outros, no entanto, surgem como novidade. Também de acordo com a Mintel, os medicamentos à base de GLP-1 — as conhecidas canetas emagrecedoras — impactaram significativamente o mercado. Para se ter uma ideia, entre agosto de 2024 e agosto de 2025, a categoria obesidade/diabetes movimentou R$ 13,2 bilhões, sendo R$ 7,1 bilhões apenas em semaglutida. E esse cenário está longe de mudar. Com novas variações chegando ao mercado e o vencimento de patentes de outros medicamentos, como o Ozempic, previsto para março de 2026 no Brasil, a expectativa é de que o segmento se aqueça ainda mais.

“São os operadores logísticos que garantem que todo esse medicamento produzido, vendido e consumido chegue da origem ao destino final com segurança, preservando suas propriedades físico-químicas. O crescimento do mercado acarreta uma demanda crescente por serviços personalizados, especialmente em setores específicos, como o transporte de medicamentos de prescrição (RX) e insumos para a indústria da saúde e estética”, finaliza Canteras.

Foto de Revista da Farmácia

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