Quebras de estoque custam bilhões e ampliam demanda por ERPs no varejo farmacêutico

Levantamento aponta que empresas podem perder até 10% dos clientes por falta de produtos no ponto de venda.
Quebras de estoque custam bilhões e ampliam demanda por ERPs no varejo farmacêutico
Foto: Divulgação
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O varejo farmacêutico vive um momento de forte pressão por eficiência. Segundo a Delaware Brasil, as perdas com ruptura de estoque chegaram a aproximadamente R$ 53 bilhões no país, e estima-se que empresas possam perder de 5% a 10% dos clientes por falta de produtos nas prateleiras. Em um mercado marcado por margens estreitas e pela concorrência com grandes redes e e-commerces, a capacidade de integrar estoque, compras, vendas, financeiro e atendimento tornou-se essencial para manter a operação saudável e competitiva.

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A falta dessa integração ainda é um dos grandes desafios do setor. De acordo com pesquisa da Abrappe, em parceria com a KPMG, o varejo farmacêutico registrou perdas por quebra operacional equivalentes a 1,25% do faturamento em 2024, ante 0,90% no ano anterior — o maior índice entre os segmentos do varejo. O dado reforça como falhas de comunicação entre áreas e a ausência de dados consolidados impactam diretamente o resultado das empresas. Nesse cenário, sistemas de gestão integrada (ERPs) vêm se consolidando como aliados importantes para melhorar o controle e a eficiência nas drogarias.

Entre as soluções voltadas a esse segmento, o Vetor Farma, desenvolvido pela Zetti Tech, empresa brasileira especializada em soluções tecnológicas para o varejo farmacêutico, tem se destacado por atender às demandas específicas do setor.

“O ERP centraliza dados de todas as áreas, automatiza processos e entrega informações em tempo real. Isso não só reduz desperdícios, mas também permite que o gestor identifique problemas antes que eles se tornem prejuízos, além de dar mais segurança para tomar decisões estratégicas”, explica Gustavo Sardinha, COO da Zetti Tech, destacando a importância da integração para a operação diária das drogarias.

Leia também: Robôs alemães chegam ao Brasil e prometem reduzir tempo de atendimento em farmácias

Para Flávio Araújo, CSO da Zetti Tech, a transformação proporcionada pelo ERP vai além da tecnologia: “Mais do que automatizar tarefas, o sistema muda a forma como a empresa se organiza e toma decisões. Com todas as informações conectadas, é possível antecipar demandas, planejar o estoque de forma mais precisa e garantir um atendimento consistente aos clientes. Isso faz com que a operação se torne não apenas mais eficiente, mas também mais preparada para crescer e se adaptar às necessidades do mercado”.

Ele acrescenta: “Uma drogaria lida com diversas frentes ao mesmo tempo, e a falta de integração entre elas gera retrabalho, erros e decisões mais lentas. Um sistema integrado centraliza informações, otimiza processos e garante uma visão completa da operação, permitindo que o gestor atue de forma estratégica — especialmente em datas sazonais, como a Black Friday, quando o acesso rápido a dados se torna decisivo para não perder oportunidades”.

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