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Anvisa aprova novo tratamento contra leucemia

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Os pacientes adultos que tiverem Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) com doença residual mínima (DRM) positiva, ou seja, os que apresentam uma quantidade baixa da doença mesmo após a quimioterapia, têm agora um novo tratamento. A A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) liberou o uso do medicamento BlincytoTM (blinatumomabe), da biofarmacêutica Amgen.

Dessa forma, os pacientes poderão atingir uma DRM negativa, que é quando não se encontram mais vestígios da doença por meio de exames laboratoriais específicos, o que contribui para o prognóstico e a sobrevida dessas pessoas.

É importante dizer que mesmo atingindo essa resposta negativa com os tratamentos quimioterápicos existentes, entre 30 a 58% dos pacientes ainda podem voltar a apresentar DRM positiva. E, assim, desencadear a recaída da doença em 87% dos pacientes.

Foram diversas etapas até a aprovação do medicamento. Entre elas, um estudo clínico de Blincyto em pacientes adultos com LLA de linhagem B (que afeta exclusivamente o linfócito B) que apresentavam DRM positiva. Dessas pessoas, 78% conseguiram atingir resposta molecular completa, ou seja, DRM negativa.

O medicamento foi aprovado no Brasil para pacientes adultos com LLA de linhagem B, recidivada ou refratária, com cromossomo Philadelphia negativo, em abril de 2017. Depois, em janeiro de 2018, foi aprovado para tratar pacientes com LLA de linhagem B, recidivada ou refratária, com o cromossomo Philadelphia positivo (o que torna a doença mais agressiva). Em março do mesmo ano, a ANVISA aprovou o medicamento para uso pediátrico em LLA de linhagem B, recidivada ou refratária.

O BlincytoTM pertence a uma nova classe de medicamentos – os anticorpos monoclonais biespecíficos.  O mecanismo de ação se dá pela tecnologia BiTE®, que possibilita a ligação do anticorpo monoclonal a dois tipos diferentes de células ao mesmo tempo. Primeiro se liga a uma célula (linfócito T) do sistema imune do paciente, responsável por matar as células malignas e do outro lado; depois, se liga à célula tumoral que precisa ser combatida. A partir disso, ocorre um estímulo de produção de linfócitos T que faz com que o próprio sistema imunológico do paciente ataque e elimine as células tumorais.

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