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Dia Mundial do AVC: como a farmácia pode atuar?

AVC é a segunda maior causa de morte do ano
Foto: shutterstock

O Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral) é lembrado no dia 29 de outubro. Farmácias e drogarias engajadas com a saúde de seus clientes podem aproveitar a data para divulgar informações sobre a doença, também conhecida como derrame.

O AVC é a segunda causa de morte no mundo, embora possa ser evitada em 90% dos casos. Já os pacientes que sobrevivem podem desenvolver algumas sequelas, como a espasticidade, que é o descontrole do tônus muscular.

O derrame ocorre quando o cérebro deixa de receber oxigênio e nutrientes, por conta de uma obstrução (AVC isquêmico) ou por rompimento de uma artéria (AVC hemorrágico). Os danos podem comprometer a fala, a visão e a movimentação dos membros.

O que é a espasticidade?

Esta sequela pode ser desenvolvida logo após o AVC, mas também depois de meses ou anos. Entre os sintomas mais comuns estão a paralisia, falta de força, hiperatividade muscular, perda funcional ou lentidão dos movimentos e até deformidade postural.

A neurologista e presidente do Conselho Fiscal e Consultivo da Associação Brasil AVC (ABAVC), Carla Moro, explica que é uma condição inconveniente que pode impedir a realização de tarefas simples como comer, se vestir e tomar banho.

“A espasticidade também aumenta as chances de quedas e fraturas e causa muita dor em razão da própria contratura muscular, o que prejudica a qualidade de vida”, explica Carla.

Formas de controlar a espasticidade

Quanto mais rápida a abordagem para diminuir a sequela, melhor será o resultado. O tratamento pode, inclusive, ser realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por fisioterapeuta neurofuncional, terapeuta ocupacional, neurologista e/ou fisiatra.

O trabalho do terapeuta pode ser intensificado com a ajuda de medicamento que promova a redução do tônus muscular e, consequentemente, do padrão espástico dos músculos envolvidos.

Esse medicamento pode ser administrado via oral ou injetável, mas Carla afirma que a segunda opção tem um efeito direcionado aos músculos e menos efeitos colaterais. É a toxina botulínica, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Além dela, existem opções com indicações mais restritas, como as bombas de infusão e o tratamento cirúrgico.

Principais sintomas do AVC

Uma pessoa perde 1,9 milhão de neurônios por minuto e, além disso, os sintomas podem aparecer a qualquer hora do dia. Logo, o rápido diagnóstico do derrame faz diferença, já que pode evitar ou minimizar a intensidade das sequelas.

A médica explica ainda que o início de um AVC pode ser percebido por três sinais: alteração motora súbita, como a perda de força muscular em um dos braços, assimetria do sorriso e alteração da fala.

“Também podem ocorrer outros sintomas, como alterações visuais (visão dupla, por exemplo), dificuldade para engolir, náusea e vômitos, perda de consciência, dor de cabeça intensa (geralmente a pior que a pessoa já sentiu), tontura e alteração de equilíbrio”, explica a neurologista.

Identifique os sintomas do seu paciente

Uma das técnicas que pode ser utilizada é a SAMU:

  • Sorriso: peça para a pessoa sorrir e identifique se está assimétrico;
  • Abraço: faça a pessoa levantar os braços, identificando se um lado está mais fraco e com dificuldade de movimentação;
  • Música: peça que a pessoa repita uma frase como se fosse música. Verifique se ela consegue falar ou se a fala está embaralhada ou arrastada;
  • Urgente: caso os sintomas sejam confirmados, busque atendimento médico de emergência imediatamente.

Segundo a presidente da ABAVC, todas as pessoas que estiverem sofrendo com um derrame devem ser internadas em uma unidade de AVC independentemente da idade ou gravidade, pois as chances de recuperação aumentam em 14%.

Essas orientações são fundamentais para farmácias que têm o serviço de primeiros socorros. De posse delas, o farmacêutico pode identificar um possível quadro de AVC e encaminhar o paciente para uma emergência.

Como prevenir o AVC?

Aproximadamente 90% dos casos estão ligados a fatores de risco como hipertensão, altos níveis de colesterol, diabetes e obesidade. Além deles, excesso de álcool e tabagismo também podem levar a um derrame. As farmácias com consultório farmacêutico podem desenvolver um trabalho junto à comunidade para que as pessoas cuidem da saúde, evitando doenças crônicas que contribuem com um AVC.

Pessoas mais velhas que tenham pré-disposição genética e homens também estão mais propícios a apresentar a doença. Entretanto, ela pode ocorrer em qualquer sexo e idade. “Conhecer seus próprios fatores de risco e controlá-los, realizar atividades físicas e manter uma dieta saudável rica em frutas, legumes e vegetais pode reduzir os riscos”, finaliza Carla.

Veja também: Atuação do farmacêutico na prevenção da hipercolesterolemia

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