EnglishPortugueseSpanish

Continuar na zona de conforto ou se reinventar?

Foto: shutterstock
Foto: shutterstock

A velocidade das mudanças na vida, na tecnologia, nos negócios e nas ofertas de alternativas dos negócios disruptivos, bem como nas aspirações dos clientes e na dinâmica do mercado de forma geral, faz com que as empresas devam estar atentas para que, nos momentos corretos, possam inovar ou mesmo se reinventar para garantir a sobrevivência no mercado.

Cada empresa que consegue atingir a maturidade passou pelos dois primeiros ciclos clássicos de evolução, ou seja, introdução e crescimento. É fundamental evitar o declínio, que é o quarto ciclo de vida das empresas.

Gráfico mostra ciclos empresariais

O ciclo de introdução corresponde a desenhar o modelo de negócio, elaborar o plano de negócio, localizar e locar ou comprar o ponto comercial, organizar as instalações da empresa, contratar e treinar os colaboradores, abastecer todo o estoque, elaborar o planejamento estratégico e o planejamento de marketing, divulgar a data da inauguração em diversos veículos de comunicação e iniciar as atividades e as operações. Obviamente nem todas as empresas seguem esses procedimentos básicos, o que tende a comprometer os demais ciclos de vida da empresa.

Já o ciclo de crescimento envolve as ações da empresa que começam a dar algum resultado financeiro positivo. É interessante que os empreendedores de primeira viagem entendam que esta fase leva algum tempo, dependendo do modelo de negócio, da localização e das ações efetivas de planejamento e de marketing implementadas no ciclo de introdução. Esse período é quando a empresa começa a ser conhecida pelo mercado e também pelos consumidores que se tornam clientes.

Já no ciclo de maturidade, a empresa consegue se pagar e efetivamente apresentar resultados. Os clientes já são fiéis e, nessa etapa, a empresa consegue conquistar uma boa fatia do mercado. É importante destacar que essa fase pode durar longas décadas, mas também pode durar apenas alguns anos ou meses. Toda atenção é fundamental para saber o momento de evitar o declínio. O grande risco, nessa etapa, é a acomodação na zona de conforto.

De uma forma geral, as empresas podem se aproximar ou mesmo entrar no ciclo de declínio. E isso pode acontecer por vários fatores: quando seus produtos e serviços se tornam ultrapassados pela concorrência; quando há mudanças tecnológicas alternativas aos produtos ou serviços; quando ocorrem fatores externos envolvendo o local onde a empresa está instalada; quando o setor ou segmento atinge níveis insuportáveis de concentração; quando a concorrência predatória atinge níveis inviáveis de competição; quando novos entrantes introduzem modelos de negócios disruptivos etc. Nesse ciclo, a inovação do concorrente pode estar sendo lançada antes da inovação da sua empresa. A solução é reagir. Mas, mesmo antes de ser obrigado a reagir, o empresário deve estar atento às mudanças, tendências e possibilidades do mercado, de forma a atuar preventivamente.

A parábola descrita no clássico livro “Quem mexeu no meu queijo”, do autor Spencer Johnson, descreve bem essa situação em que o empresário, representado na parábola pelos ratinhos, “não percebe que o seu queijo está mofando”e, com isso, não inova, não busca outras alternativas para superar dificuldades de forma a evitar o declínio da empresa.

As causas dessa inércia são várias: a falta de uma análise adequada da gestão financeira; a falta de inovação em produtos e serviços; a falta de observância e análise das tendências do mercado; o medo de crescer; a acomodação retratada pela célebre frase “sempre fiz assim, não é agora que vou mudar”.

Para aqueles que não estão parados do tempo, existem muitas alternativas para a saída da zona de conforto antes que a empresa entre efetiva e irremediavelmente no ciclo de declínio, são elas: introduzir inovações nos produtos, serviços e até, se for o caso, no modelo de negócio; buscar parcerias, como associações em rede; escalar, por meio de abertura de filiais, em locais mais promissores; modelar a própria franquia; entre outras.

Empresa deve sempre evitar o ciclo do declínio

Porém, é sempre bom ressaltar que esses possíveis movimentos da empresa devem ser sempre precedidos por alguns cuidados básicos e, para isso, o empresário deve responder a algumas questões reflexivas:

– Estou realizando melhorias contínuas naquilo que já faço bem-feito?  

– Consigo identificar o que não está indo bem na gestão? E estou implantando ações de correção?

– Consigo identificar o que ainda não faço e já poderia estar fazendo como benefício ao cliente e ao negócio como um todo?

Superadas essas três etapas, tendo os processos desenhados e alinhados ao modelo de negócio, equipe treinada, supervisão atuante e planejamento estratégico e de marketing sendo corretamente implementados, gestão financeira, estoque e vendas integrados por meio de sistema de gestão que garanta correta análise e tomada de decisão, é possível implantar ações para evitar o declínio da empresa.

Obviamente, nem todos os empresários conseguem dar esses passos sozinhos. Nesse caso, a contratação de consultoria especializada se faz necessária. Pense nisso, procure fazer um diagnóstico da sua empresa. Analise os fatores internos e o mercado. Envolva os colaboradores nessa análise. Procure ajuda. Não fique na zona de conforto.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on google
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email
Share on print
Maxcenter Drogarias Max

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Receba nossa Newsletter

Para notícias e ofertas exclusivas, digite seu e-mail abaixo.

City Farma - Invista na abertura de um bom negócio

Receba as principais notícias no seu Whatsapp

curta nossa fanpage

Mais lidas

Vídeo - É de Farmácia

Televendas Zamboni
Fechar Menu