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Como foi 2019, e como será 2020 para o Canal Farma?

A expectativa para este ano é crescermos 4,7% em unidades e 13,1% em reais com desconto. Os genéricos em unidades continuarão sendo o grande propulsor desse crescimento.
Canal farma

Antes de falarmos do Canal Farma, precisamos lembrar que o Brasil iniciou 2019 com uma expectativa muito positiva em relação à mudança de governo e às reformas econômicas. No entanto, elas não evoluíram na velocidade esperada, fazendo com que a Reforma da Previdência fosse aprovada somente no segundo semestre. A Reforma Tributária acabou ficando para este ano.

O ruído no sistema político impactou os índices de confiança dos investidores, reduzindo as expectativas de crescimento. Segundo os economistas, o Brasil fechará o ano com um PIB (Produto Interno Bruno) próximo a 1,17%, segundo Relatório de Mercado Focus.

Situação fiscal do governo piorou quadro econômico

Outro fator que contribuiu para esse PIB foi a própria situação fiscal do governo, que exige mais controle nos gastos públicos, aliada à crise na Argentina e à guerra comercial entre China e Estados Unidos, que acabaram por impactar negativamente a economia brasileira, já que esses três países são os principais parceiros comerciais do Brasil.

Por outro lado, a redução das taxas de juros abaixo dos patamares históricos, a manutenção baixa da inflação e a redução, mesmo que ainda tímida, da taxa de desemprego no terceiro semestre levaram a uma melhora no consumo das famílias, que é uma importante alavanca de crescimento do PIB brasileiro.

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Canal farma tem bom desempenho

Quando falamos do canal farma, os indicadores são completamente diferentes. Em 2019, segundo dados apurados pela Close-Up International, o crescimento do setor foi de 11,93% em faturamento, tendo como métrica o preço com desconto, que leva em conta o valor médio de aquisição do varejo por meio da distribuição ou da compra direta da indústria, e 3,1% em unidades.

São vários os fatores que justificam esse crescimento do canal farma, entre eles, o mercado de genéricos, que melhorou o nível de acesso aos tratamentos; a maior preocupação com a qualidade de vida; os avanços na biotecnologia; e os novos lançamentos para tratamentos mais complexos e caros.

Envelhecimento da população favorece o mercado

Outro fator importante é que o Brasil tem a 5ª maior população do mundo, com mais de 200 milhões de habitantes e uma trajetória acelerada de envelhecimento. Segundo o IBGE, até 2060, um em cada quatro brasileiros terá 65 anos ou mais. Isso por si só amplia a incidência e o consumo de medicamentos ligados a doenças crônicas não transmissíveis. Segundo o Citeline (Base Global de Estudos Clínicos), as pesquisas ligadas à oncologia, ao sistema nervoso central, incluindo enfermidades degenerativas, e a doenças autoimunes representam mais de 50% dos estudos.

Em relação a 2020, a expectativa é crescermos 4,7% em unidades e 13,1% em reais com desconto. Os genéricos em unidades continuarão sendo o grande propulsor desse crescimento. Já os produtos categorizados pela Close-Up como Marca, que são os medicamentos com promoção médica, irão representar 44% do total de medicamentos comercializados em reais com desconto e continuarão sofrendo pressão por preço, o que favorece a troca.

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Mercado de não medicamentos se destaca no canal farma

Vale destacar o mercado de não medicamentos (NMED), que chegou a quase R$ 21 bilhões, com uma participação de 33,3% em unidades e 26% do faturamento do varejo. As companhias J&J e Unilever se destacaram entre os principais players no canal farma, enquanto as maiores performances ficaram com a Nestlé e Beiersdorf, segundo a Close-Up MAT 11/19.

Na categoria NMED, estão presentes os itens de HPC, suplementos, fórmulas infantis e equipamentos como medidores de pressão, glicose, entre outros. Já a categoria definida como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP) está ligada ao conceito de autocuidado, com o farmacêutico orientando corretamente sobre seu uso. As duas categorias juntas representam quase 54% do total de itens comercializados nesse setor e criam grandes oportunidades para o ponto de venda, pois são passíveis de ações junto ao consumidor.

Sucesso do canal farma está relacionado a mix adequado

Para que o ponto de venda tenha sucesso, é fundamental adequar o mix e trabalhar na melhoria do sortimento de produtos, que deve estar de acordo com o perfil do consumidor, bem como implantar e/ou aprimorar o gerenciamento de categorias, buscando aumentar as vendas, melhorar a rentabilidade e aperfeiçoar a experiência de compra.

Na categoria NMED, 60% das unidades comercializadas no Brasil estão dentro dos PDVs de redes, 20,3% nas farmácias independentes e 12,5% no segmento de associativismo, que vem apresentando um crescimento 15% em unidades e 23,2% em reais com desconto, segundo dados da Close-Up MAT 11/19.

Como o acesso à tecnologia se democratizou e a qualidade e a quantidade de informação vêm crescendo, é importante saber fazer uso dos recursos tecnológicos. Um dos maiores desafios da farmácia, principalmente a de pequeno porte, é saber onde buscar a informação e como transformá-la em condutor do crescimento. A Close-Up, como especialista no segmento, pode ajudar o varejo a construir o mix ideal, antecipar tendências e auxiliar na redução do índice de ruptura. A indústria e a distribuição, por sua vez, são elos importantes que podem contribuir de forma efetiva nesse processo, pois não basta garantir que a marca esteja presente no PDV. É necessário melhorar a capacitação técnica da equipe para ajudá-los a entender as necessidades dos clientes de forma a captar e fidelizar consumidores.

Novos canais à disposição do consumidor

É importante lembrar que o comportamento do consumidor vem mudando ao longo dos últimos anos. O processo de compra não é mais linear. São inúmeros canais, fatores e variáveis que influenciam a decisão de compra. A forma de se comunicar com o público-alvo mudou. Entender quem são as personas do seu negócio faz parte do sucesso do investimento em comunicação.

É necessário manter o seu negócio atrativo, pois fórmulas que foram sucesso por muitos anos talvez não sejam mais eficientes em uma época de transformação digital. As informações de mercado não podem ser mais utilizadas de forma consultiva. Elas devem fazer parte integrante da estratégia da empresa, de forma a ter o produto na quantidade e no lugar onde o seu cliente elegeu comprar, com atendimento eficiente, transformando a compra em uma experiência agradável e replicável.

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