EnglishPortugueseSpanish

Vai continuar independente e isolado?

Foto: shutterstock
Foto: shutterstock

A decisão de continuar independente ou aderir a alguma modalidade coletiva de operação do negócio, tais como Rede de Franquias, Licenciamento de Marca ou Rede Associativa, é sempre difícil e envolve alguns cuidados. Essa dúvida também poderá atormentar aqueles que ainda estão entrando no mundo empresarial e já podem optar por algum modelo de negócio coletivo.

Muitos empresários vivem o drama da análise de qual modalidade coletiva aderir, ainda que a percepção e a decisão de continuar isolado estejam cada vez mais difíceis. O isolamento não possibilita ganhos de escala e, em geral, dificulta a competitividade frente às grandes redes.

Aderir a uma rede pode proporcionar muitos benefícios com ganhos de escala, acesso a um modelo de negócio já consolidado, com marca conhecida, dentre outros. Contudo, também existem armadilhas, seja por desconhecimento do empresário em realizar as verificações e pesquisas necessárias, seja por parte dos gestores de redes pouco profissionais, que, em alguns casos, carecem de uma série de requisitos e fundamentos de gestão e organização.  

Considerando as três modalidades que representam as formas mais comuns de operação do negócio não independente, temos:

Franquia: na Franquia, pressupõe-se que a empresa que aderir terá acesso a tudo que for necessário para estruturar o negócio sob total orientação e dependência do franqueador.

O franqueador deverá fornecer e orientar desde o plano de negócio, apoio na escolha do ponto, todo o projeto arquitetônico e de marketing, auxiliar nos aspectos legais da formalização da empresa, indicar a aquisição e implantação do sistema de gestão empresarial, equipamentos e mobiliário, bem como no perfil da equipe para facilitar o recrutamento e seleção etc.

Por outro lado, o franqueado tem uma série de responsabilidades em relação ao franqueador, como pagamento da taxa de franquia (adesão à rede), pagamento mensal dos royalties, pagamento mensal da taxa de propaganda e marketing etc. Além de respeitar o uso da marca sob a tutela do franqueador, limitando-se às regras definidas no contrato de franquia.

A relação entre franqueador e franqueado no Brasil é regida pela chamada Lei de Franquia – LEI Nº 8.955, de 15 de dezembro de 1994, que dispõe sobre o contrato de franquia empresarial (franchising) e dá outras providências.  

Licenciamento de Marca: O Licenciamento de Marca é bem mais simples. Enquanto no sistema de franchising ocorre a licença conjunta de marca, know-how de operação, serviços de suporte e marketing e direitos imateriais para conceder ao franqueado o direito de reproduzir um conceito de negócio, já o licenciamento de marca visa à autorização do uso da marca, segundo padrões mínimos de controle do cedente. Porém, o licenciado opera o seu negócio sem padronização imposta, podendo buscar seus próprios fornecedores e distribuindo seus produtos ou serviços de modo independente.

Segundo artigo publicado no Portal do Franchising[i], algumas relações de Licenciamento de Marca podem se caracterizar como Franquia e, como tal, estarem sujeitas à Lei de Franquia. Isso ocorre quando o franqueador é fornecedor de produtos para o franqueado e que, apesar de não existirem royalties, a jurisprudência pode considerar que sim, existem royalties embutidos no preço dos produtos.

Porém, quando o Licenciamento se restringe ao uso da marca, sem qualquer imposição adicional com o benefício mútuo devido à escala (volume de compras negociadas de forma conjunta) para a obtenção de melhores descontos junto à indústria e aos distribuidores, esse risco pode ficar afastado. De qualquer forma, é sempre prudente e necessário buscar apoio jurídico em qualquer situação que envolva contrato entre partes, nesse caso, o cedente e aquele que passa a ter acesso à marca.

Associativismo: já as Redes Associativas são um agrupamento de empresas sob uma “bandeira” e regidas por um Estatuto Social. O associado tem acesso à negociação de compras conjuntas com descontos devido à escala (volume de compras), podendo envolver marketing conjunto e outras ações associativas conjuntas. A maioria das Redes também procura padronizar o visual dos pontos de venda.

Nesse modelo cada unidade empresarial é sócia da Associação, devendo ter também alguns compromissos, como o pagamento de uma mensalidade necessária à operação da administração da Rede Associativa, bem como responsabilidades compartilhadas. Algumas Redes, mais maduras, definem, inclusive, a cobrança de taxa de adesão e selecionam os associados que intencionam aderir ao modelo de negócio.

Nesse sentido, é fundamental, analisar cuidadosamente os benefícios, responsabilidades, investimentos, custos, riscos, instrumentos contratuais e responsabilidades antes de aderir a qualquer das modalidades aqui mencionadas.

Check list

Informações adicionais sobre Franchising podem ser obtidas no site da ABF – Associação Brasileira de Franchising   https://www.portaldofranchising.com.br/

Informações, consultoria e apoio para organização de Redes Associativas podem ser obtidas com o Sebrae-RJ http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae ou pela Central de Atendimento: 0800 570 0800

Informações e consultoria para mapeamento de processos podem ser obtidos com a Ascoferj.


[i] https://www.portaldofranchising.com.br/artigos-sobre-franchising/os-perigos-do-licenciamento-de-marcas/

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on google
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email
Share on print
Millenium distribuidora referência no mercado pharma Espírito Santo e Rio de Janeiro

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Receba nossa Newsletter

Para notícias e ofertas exclusivas, digite seu e-mail abaixo.

Conquiste Seguros

Receba as principais notícias pelo nosso grupo

curta nossa fanpage

Mais lidas

Vídeo - É de Farmácia

Televendas Zamboni
Fechar Menu