Vacinação é peça-chave na recuperação da economia brasileira. Veja situação atual

Pesquisas mostram que a vacinação da população brasileira impactará diretamente na normalização da economia.
Vacinas contra Covid-19Vacinas contra Covid-19
Foto: freepik
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Uma pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) em parceria com o Centro de Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e recentemente divulgada mostra de que forma a vacinação contra a Covid-19 impactará no progresso da normalização total da economia brasileira.

A previsão é de que esse retorno à normalidade aconteça de forma intensificada a partir do segundo trimestre de 2021. Nesse período, os empresários e as famílias se sentirão mais confiantes para retomar as vendas e compras de mais produtos e serviços, como acontecia antes da pandemia há um ano.

Vacinas disponíveis

Atualmente, o Brasil possui duas vacinas disponíveis para os grupos prioritários da população: a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, e a de Oxford, desenvolvida pela Fiocruz. O governo está em fase de negociações com as farmacêuticas Pfizer e Janssen, e também aguardando o envio de doses por meio do consórcio global Covax Facility. Ainda que seja impossível prever a velocidade com que as vacinas chegarão ao País, o cenário é positivo.

Avaliação sobre aplicação

Em relação à opinião da população quanto ao ritmo de aplicação das vacinas no Brasil, 85% dos brasileiros pensam que o País está atrasado na campanha, 19% acreditam que está dentro do prazo adequado e 4% afirmam que está adiantado. Aproximadamente 12% não têm opinião formada sobre o assunto.

Até o dia 18 de fevereiro, quando completou um mês de campanha de vacinação, haviam sido vacinadas 6,2 milhões de pessoas, o equivalente a 2,9% do total e uma média diária de 200 mil vacinadas. Esse desempenho coloca o Brasil na 29ª posição no ranking de países que mais vacinam.

Cronograma de 2021

De acordo com a pesquisa, a previsão é de que até o fim do primeiro semestre o Brasil tenha a quantidade necessária de doses para imunizar a população mais suscetível à hospitalização e aos óbitos além dos grupos prioritários, ou seja, 50%.

Da CoronaVac, por exemplo, deverão estar disponíveis no primeiro semestre 64,1 milhões de doses, e no segundo semestre mais de 35,9 milhões. Já da vacina de Oxford serão 109,4 milhões e 110 milhões a cada seis meses.

Do consórcio da Covax, serão 10,6 milhões nos primeiros seis meses de 2021 e mais 63,9 milhões no resto do ano. Caso sejam aprovadas, as vacinas Sputnik V (Rússia) e Covaxin (Índia) deverão somar 78 milhões de doses durante todo o ano.

Veja também: Vacina da Pfizer contra Covid-19 é a primeira com registro definitivo no Brasil

Foto de Raphaela Quintans

Raphaela Quintans

Raphaela Quintans é jornalista. Atua desenvolvendo conteúdos para o portal Revista da Farmácia e redes sociais.
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