Setor propõe que bulas de genéricos sejam diferentes

Grupo FarmaBrasil defende proposta que altera regra atual sobre o tema alegando necessidade de maior segurança jurídica para os produtores.
Setor propõe que bulas de genéricos sejam diferentes
Foto: Divulgação
Publicidade

Em manifestação encaminhada nesta semana à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o Grupo FarmaBrasil, associação que representa a indústria farmacêutica nacional, defendeu que as bulas de genéricos possam ser diferentes das bulas de medicamentos padrão nos casos em que são descobertos novos usos para as fórmulas. Para entidade, caso isso não ocorra, a comercialização de genéricos pode ficar ameaçada.

Leia: Sanofi premia as melhores transportadoras de medicamentos

“A exigência atual de harmonização entre as bulas de medicamentos genéricos e similares com as bulas padrão fazem com que o agente responsável por comercializar um produto concorrente no mercado passe a autodeclarar expressamente que viola direitos de patente de terceiros, agravando o risco de exposição jurídica a um nível que inviabilizaria a continuidade da oferta de tais medicamentos genéricos ou similares”, assinala a entidade na manifestação encaminhada à Anvisa.

O pano de fundo da discussão envolve as chamadas patentes de segundo uso, isto é, quando uma indústria registra como exclusivo o novo uso para um medicamento que já é comercializado. Como atualmente as bulas de genéricos tem que ser obrigatoriamente iguais a dos medicamentos de referência, os produtores de genéricos temem sofrer sanções e processos judiciais por eventuais violações de patente, pois precisam incluir esses novos usos, protegidos por patente, em suas bulas.

Também conhecida como Skinny Label, a prática de diferenciar as bulas dos genéricos é debatida em todo mundo. No Brasil, desde o ano passado, a Anvisa discute uma proposta para modificar a RDC 47/2009, para que a diferenciação seja permitida. Foi no âmbito dessa discussão que a Agência abriu a consulta pública.

Leia também: Unisuam promove palestra com a participação da Ascoferj

Em sua manifestação, a FarmaBrasil reconhece que o país precisa aprimorar a regulamentação das patentes de segundo uso, mas aponta que elas não podem “impedir o usufruto pela sociedade de tecnologias que já ingressaram em domínio público, prolongando ou perpetuando injustificadamente o mecanismo de exclusividade patentária”.

Foto de Revista da Farmácia

Revista da Farmácia

Por meio da Revista da Farmácia, empresários e profissionais se mantêm informados sobre as mais eficientes técnicas de planejamento, gestão, vendas, boas práticas farmacêuticas, entre outros temas.
Compartilhe

Receba as principais notícias direto no seu celular

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loading...

Veja também

Volume destinado de forma ambientalmente correta é 18 vezes maior em relação a 2021, ano de início do sistema de logística reversa.
Serviço pode ser agendado pelos sites das redes de farmácias, não exige pedido médico e está disponível por R$ 37,40.
AGO será presencial e acontecerá no dia 25 de maio, das 10h às 16h, na sede da Ascoferj.

A AACD recebeu, em março, um reforço importante para a manutenção dos cerca de 900 mil atendimentos realizados anualmente. A Panvel realizou a entrega de R$ 58.926,12, arrecadados por meio

Aumento foi impulsionado principalmente por vitaminas e produtos de ingestão controlada de açúcar.
Dificuldades na jornada do paciente e na continuidade do tratamento estão entre os pontos destacados pelo diretor de Negócios Pharma da Funcional.
Não existem mais matérias para exibir.
Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, vamos assumir que você está feliz com isso.