Anvisa proíbe manipulação de Ozempic, Wegovy e Rybelsus

Despacho da Anvisa veta versões manipuladas de medicamentos usados contra obesidade e diabetes.
Ozempic reduz risco de morte em 24% para pessoas com diabetes
Foto: Divulgação
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Nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um despacho proibindo a manipulação de medicamentos à base de semaglutida (Ozempic, Wegovy e Rybelsus), amplamente utilizados no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. A decisão foi tomada após constatar alto risco sanitário e ausência de comprovação de eficácia e segurança nas versões manipuladas.

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Segundo a Anvisa, esses medicamentos são biotecnológicos complexos, produzidos com processos exclusivos que utilizam células vivas para criar moléculas seguras e estáveis. Quando manipulados em farmácias, não há garantia de pureza, dosagem correta, estabilidade ou esterilidade, o que pode levar a falhas no tratamento, contaminações e até efeitos colaterais graves.

“A semaglutida mudou o paradigma do tratamento da obesidade e do diabetes no Brasil. Além do emagrecimento, há benefícios cardiovasculares, renais, hepáticos e até potenciais efeitos protetores contra demência, ainda em estudo. Mas, até hoje, a única semaglutida aprovada é a da Novo Nordisk, com os nomes comerciais Ozempic, Wegovy e Rybelsus. As versões manipuladas não têm comprovação de eficácia e colocam o paciente em risco, com possibilidade de contaminação e efeitos imprevisíveis”, alerta a endocrinologista Dra. Tassiane Alvarenga, metabologista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Os riscos atingem especialmente o fígado, órgão responsável por metabolizar os medicamentos. “Quando manipulados, não há como garantir pureza ou dose correta. Isso pode levar a intoxicação, hepatite medicamentosa, elevação de enzimas hepáticas e até insuficiência hepática. Além disso, há risco aumentado de pancreatite, hipoglicemia e reações adversas graves”, explica a hepatologista Dra. Patrícia Almeida, doutora pela USP e membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A médica reforça que a decisão da Anvisa é necessária e protetiva. “Estamos falando de medicamentos biológicos, não de moléculas simples que podem ser copiadas. A medida evita complicações graves e protege a vida dos pacientes”, acrescenta Dra. Patrícia.

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Apesar da popularização dos chamados “emagrecedores”, o uso irregular preocupa a comunidade médica. Relatórios apontam que farmácias de manipulação chegaram a ofertar versões em massa desses medicamentos, muitas vezes sem controle de qualidade. A Anvisa reforça que somente as versões aprovadas pelas farmacêuticas detentoras das patentes — Novo Nordisk (Ozempic, Wegovy e Rybelsus) — são seguras e permitidas no Brasil.

Foto de Revista da Farmácia

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