Mercado sênior: como a terceira idade enxerga a saúde?

Estudo demonstra comportamento de idosos em relação à saúde
Foto: shutterstock
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O mercado sênior vem chamando bastante a atenção de diversos segmentos, incluindo o varejo farmacêutico, nos últimos anos. A alta vantagem financeira contribuiu para a criação de diversos serviços e produtos voltados para essa parte da população. Buscando entender como os idosos lidam com a saúde, a prevenção e seus hábitos, a Febrafar encomendou uma pesquisa ao IFEPEC e à Unicamp. 

Realizado em novembro de 2020, o estudo reuniu respostas de 2.200 idosos e 300 cuidadores de todas as regiões do Brasil. Confira abaixo as principais informações extraídas do documento.

Envelhecimento da população

A pesquisa traz informações das Nações Unidas de que a população idosa crescerá nos próximos 30 anos – hoje, são 29,9 milhões de brasileiros da terceira idade, enquanto em 2050 serão 67,4 milhões, praticamente o triplo.

Entre os entrevistados, a maior fonte de renda vem da aposentadoria (64%), seguida por atividades informais remuneradas (21%), empregos em empresas privadas (19%), de empresários (14%) e outras (9%).

Em relação às doenças crônicas mais comuns, aparecem a hipertensão (72%), diabetes (31%), colesterol alto (24%), reumatismo (22%), asma (14%), depressão (13%) e outras (13%).

Medicamentos

Prioritariamente, a maioria dos consumidores pagam pelos medicamentos que compram (67%), enquanto outra parcela os retira pelo SUS (26%) ou os têm comprados por membros da família (4%).

Entre as maiores dificuldades de lidar com os medicamentos, grande parte dos idosos afirma que a dificuldade de leitura na embalagem (54%) é o maior problema, assim como cumprir os horários determinados para uso (36%), partir o comprimido (31%), tomar as doses corretas (18%) e engolir o medicamento (13%).

Na hora da compra, a preferência é por ir até as farmácias (91%), enquanto a minoria prefere realizá-la pelo WhatsApp/outros aplicativos (16%), telefone (14%) ou por sites (4%). Os tipos de medicamentos mais procurados foram os genéricos (66%), depois os produtos de marca (42%) e os não medicamentos (27%).

Relação com farmácias

Grande parte dos idosos busca sempre a mesma farmácia para realizar novas compras (36%), outros quase sempre vão até a mesma (54%) e outros compram em qualquer estabelecimento (10%), comprovando que a fidelização dos clientes é uma estratégia fundamental a ser seguida.

Além disso, fatores como preço (91%), localização (64%), possuírem estacionamentos (63%), estoque (59%), o atendimento (44%) e fazerem parte do Farmácia Popular (42%) também interferem na escolha do público.

Serviços farmacêuticos

Apenas 17% dos entrevistados já haviam utilizado algum serviço farmacêutico, sendo a maioria aferição de pressão (82%), aplicação de injeção (61%) e teste glicêmico (7%).

Vida saudável

Em relação aos hábitos de vida saudável, 42% dos entrevistados afirmaram praticar exercícios físicos, sendo a caminhada o preferido. Já entre os idosos que necessitam de cuidadores, o número cai para 15%.

Os profissionais de saúde mais procurados são os fisioterapeutas (56%), seguidos por enfermeiros (15%), fonoaudiólogos (10%) e outros não especificados (18%).

Veja também: Aprimorar atendimento a idosos torna-se prioridade para farmácias

Foto de Raphaela Quintans

Raphaela Quintans

Raphaela Quintans é jornalista. Atua desenvolvendo conteúdos para o portal Revista da Farmácia e redes sociais.
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