Insulina faz 100 anos e continua inovando no combate mundial à diabetes

Insulina
Foto: iStock

A insulina está completando 100 anos neste dia 27 de julho, mas segue inovando no combate mundial à diabetes. Os pesquisadores procuram cada vez mais desenvolver novos medicamentos que se aproximem da ação natural do hormônio produzido pelo pâncreas. A diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue usá-la corretamente, comprometendo o controle da glicose no sangue, podendo levar à morte sem tratamento adequado.

O objetivo dos cientistas com as pesquisas é dar mais qualidade de vida aos pacientes e minimizar as complicações da doença, uma das que mais crescem mundialmente, de acordo com a Federação Internacional da Diabetes. Previsões da entidade mostram que o número de casos no mundo deve chegar a 578 milhões em 2030.

Pesquisas e inovações mais recentes

Atualmente, o mecanismo de ação da insulina inalável é o que mais se assemelha ao hormônio. “Ela é um marco na história da diabetes e muito útil para pacientes que necessitam melhorar o controle das hiperglicemias, ou seja, aumento da taxa de açúcar no sangue após as refeições. Diminui o número de injeções de insulina, que gira em torno de quatro a seis por dia para a grande maioria dos pacientes com diabetes tipo 1 e para muitos com diabetes tipo 2 em fase de insulinização plena”, explica Mauro Scharf, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) – regional Estado do Paraná.

A estimativa é de que haja no Brasil 16 milhões de diabéticos, sendo o quarto país no ranking mundial da doença, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos. O País dispõe das mesmas tecnologias comercializadas globalmente, incluindo a única inalável no mundo – Afrezza, lançada no mercado nacional pela biofarmacêutica Biomm.

História da insulina (Foto: Biomm)

Leia mais: Brasil é o segundo país a comercializar insulina inalável

Há ainda possibilidades de outras inovações no futuro, como a insulina basal de uso semanal e as do tipo análogas mais rápidas do que as atuais, como explica Marcio Krakauer, coordenador de Departamento de Tecnologia, Saúde Digital e Telemedicina da SBD.

Comercialização da insulina

A quantidade de frascos comercializados em 2020 (31 milhões), segundo a IQVIA, foi maior do que em 2018 (22 milhões). Até maio deste ano, foram 13 milhões de frascos, deixando clara a elevação do número de casos.

A insulina humana (NPH ou Regular) é a mais consumida – 87% das vendas, enquanto os outros 13% restantes dividem-se entre as análogas de ação lenta, rápida e ultrarrápida. “Quanto mais rápida, melhor, porque imita a ação do pâncreas no controle da glicose. Portanto, as análogas são mais eficazes pela rapidez do efeito, melhor controle da glicemia e por causar menos picos de hipoglicemia, ou seja, menos quedas bruscas da taxa de açúcar no sangue, do que as insulinas humanas”, explica Krakauer.

Ampliação do acesso

Scharf comenta que as insulinas análogas já foram barateadas, mas que fontes pagadoras como planos de saúde precisam realizar cálculos que demonstrem melhores resultados clínicos e econômicos com a utilização dessas insulinas.

“Insulina é vida, um marco transformador da vida de muitas pessoas, que está em constante evolução científica e que vem sendo aprimorada de forma continuada para trazer cada vez mais qualidade de vida às famílias e pessoas tocadas por esta doença”, conclui o vice-presidente da SBD.

Veja também: Covid-19 e diabetes: o risco de morte é maior?

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