Como se tornar um gestor que faz a farmácia crescer

Centralização das decisões e ações por impulso limitam o crescimento da empresa, afirma empresário do setor farmacêutico.
Como se tornar um gestor que faz a farmácia crescer
Foto: Divulgação
Publicidade

A centralização excessiva das atividades, a tomada de decisões baseadas na emoção e a comunicação com ruídos podem se transformar em barreiras ao crescimento das farmácias.

Espaço publicitário

De acordo com Luiz Antonio Lima, empresário do varejo farmacêutico, proprietário da Fartriunfo Drogarias, fundador da Triunfar Gestão em Varejo Farmacêutico, além de consultor e palestrante, hoje não há mais espaço para improviso no setor.

“Não dá para brincar de ter empresa. Quem não se torna gestor acaba atrapalhando o próprio negócio”, afirma o executivo, ressaltando que o mercado atual exige profissionalização, metas claras, processos definidos e uso de ferramentas de gestão.

Gestão versus improviso

Luiz Antonio destaca que, no passado, o contexto econômico permitia uma gestão menos estruturada, mas esse cenário mudou. Atualmente, as farmácias que permanecem ativas são, em sua maioria, aquelas cujos proprietários assumiram efetivamente o papel de gestores. Caso contrário, o caminho tende a ser o fechamento ou a venda do negócio.

Para ele, gerir significa planejar, acompanhar resultados, estruturar processos e confiar na equipe. Já “atrapalhar” está associado à centralização extrema, à ausência de regras claras e à dificuldade de delegar.

Centralização como obstáculo ao crescimento

Um dos pontos centrais abordados foi a centralização das decisões. Luiz Antonio explica que o dono que faz tudo — compras, financeiro, definição de preços e decisões operacionais — acaba limitando o crescimento da empresa. “O empresário ou a empresária precisa sair do operacional para gerir”, destaca.

Além disso, a centralização impede o gestor de participar de eventos, treinamentos e negociações estratégicas, onde muitas oportunidades comerciais e de marketing são construídas. Para ele, é fundamental sair da farmácia em busca de conhecimento e parcerias.

Decisões emocionais e impacto no negócio

Outro fator apontado como prejudicial é a tomada de decisões por impulso. Segundo Lima, agir sem reflexão pode gerar conflitos internos, perda de talentos e prejuízos financeiros. Ele defende a importância de pausar, analisar o contexto e exercitar a empatia, especialmente na relação com a equipe.

Leia também: Por que pequenas farmácias estão fechando?

“A empresa não pode viver de acordo com o humor do dono”, alerta, ressaltando que a falta de previsibilidade gera insegurança e estresse entre os colaboradores.

Comunicação, empatia e novas gerações

A dificuldade de comunicação entre líderes e liderados também foi abordada. Em um cenário de escassez de mão de obra e de mudanças no perfil das novas gerações, insistir em modelos antigos de gestão tende a afastar profissionais. Regras claras, acordos cumpridos e transparência são fundamentais para manter equipes engajadas e evitar conflitos trabalhistas.

Processos acima do “olho do dono”

No quadro Mitos e Verdades da Farmácia, Luiz Antonio contestou a ideia de que “o olho do dono é que engorda o porco”. Para ele, o que sustenta o crescimento das empresas são processos bem definidos. Manuais de procedimentos, regras escritas e comunicação interna transparente trazem segurança para a equipe e estabilidade para o negócio.

“Se uma pergunta é feita várias vezes, é sinal de que não existe regra. E onde não há regra, há insegurança”, pontua.

Os três pilares da empresa

Ao final, o empresário reforça que toda empresa precisa equilibrar três pilares: cliente, equipe e fornecedor. O enfraquecimento de qualquer um deles compromete a sustentabilidade do negócio. Segundo Lima, o respeito e a boa gestão dessas relações são essenciais para garantir crescimento contínuo no varejo farmacêutico.

Foto de Revista da Farmácia

Revista da Farmácia

Por meio da Revista da Farmácia, empresários e profissionais se mantêm informados sobre as mais eficientes técnicas de planejamento, gestão, vendas, boas práticas farmacêuticas, entre outros temas.
Compartilhe

Receba as principais notícias direto no seu celular

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loading...

Veja também

Mounjaro torna-se o primeiro e único medicamento da classe de agonistas duplos dos receptores GIP/GLP-1 aprovado para uso em pacientes pediátricos.
Pressão sobre independentes expõe como gestão, escala e capacitação passaram a definir quem sobrevive no varejo farmacêutico.
Rede de farmácias também ampliou ações voltadas à comunidade.
Marcas da CLAMED ampliam liderança digital por meio da parceria em Santa Catarina.
Especialistas destacam que a Reforma dificultará a sonegação de impostos, e a documentação fiscal correta possibilitará o aproveitamento de créditos tributários.
Aumento do rigor regulatório sobre magistrais impulsiona a demanda por transporte especializado e evidencia que a conformidade sanitária vai além da produção.
Não existem mais matérias para exibir.
Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, vamos assumir que você está feliz com isso.