Produtos pequenos, embalagens irregulares e itens que não podem receber etiquetas eletrônicas convencionais estão entre os desafios da prevenção de perdas no varejo farmacêutico. Para ajudar farmácias e drogarias a proteger esses produtos, além de ampliar a segurança dos medicamentos de alto valor, mais visados por furtos, a Sekron Digital acaba de disponibilizar ao mercado a bag antifurto, uma bolsa reutilizável com sensor integrado que aciona o alarme da loja caso atravesse as antenas sem ser liberada no caixa.

A solução foi desenvolvida para proteger, por exemplo, produtos termolábeis, dermocosméticos, suplementos e fórmulas infantis. Seu funcionamento é simples. O cliente coloca os produtos na bag, que permanece fechada durante a compra. No caixa, o atendente abre a bolsa com um desacoplador e registra os itens. Se ela passar pela antena antifurto sem a liberação, o alarme será acionado.

“A bag foi pensada para proteger produtos que muitas vezes são difíceis de etiquetar ou que exigem proteção especial por conta de seus altos valores. Ela reúne proteção e praticidade em uma solução reutilizável, sem exigir que a equipe aplique e remova etiquetas item por item”, afirma Rafael Bernardini, CEO da Sekron Digital.
A bag funciona com sistemas acústico-magnéticos (AM) já instalados na loja. Assim, farmácias que contam com antenas compatíveis podem aproveitar a infraestrutura existente, sem obras ou substituição de equipamentos. Para estabelecimentos que ainda não dispõem do sistema, a Sekron Digital oferece uma solução completa, com antenas, bags, instalação e suporte técnico.
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Por ser transparente, a bolsa permite que a equipe visualize o conteúdo sem abri-la. Seu fechamento até o caixa também ajuda a dificultar a troca de embalagens ou a ocultação de produtos dentro de outros itens. A presença da bag ainda pode funcionar como elemento inibidor, sinalizando que a loja adota medidas de controle antifurto.
Proteção, agilidade e economia
Além de dispensar a etiquetagem individual, a bag pode simplificar a rotina das equipes de reposição e caixa. Como é reutilizável, reduz a necessidade de comprar continuamente etiquetas descartáveis e não deixa adesivos nas embalagens, que podem marcar os produtos ou cobrir informações como validade, lote e registro na Anvisa.
De acordo com a 9ª Pesquisa de Perdas no Varejo Brasileiro, elaborada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe), o índice geral de perdas do varejo farmacêutico ficou praticamente estável em 2025, em torno de 1,24% do faturamento, com impacto estimado em aproximadamente R$ 2,99 bilhões.
O alerta está na evolução das perdas não identificadas, categoria que reúne principalmente furtos, roubos e divergências de estoque sem causa imediatamente esclarecida. O indicador passou de 0,43% para 0,49% da receita, uma alta aproximada de 12%.