10 tendências de consumo para 2022

Tendências de consumo para 2022
Foto: freepik
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Anualmente, a Euromonitor International faz um levantamento para identificar as 10 tendências emergentes e dinâmicas mais propensas a ganhar força. O estudo leva em consideração mudanças nos valores dos consumidores e como o seu comportamento impacta as empresas em todo o mundo.

De acordo com a empresa, em 2022 a população estará pronta para colocar seus planos em ação após dois anos em que precisou se adaptar às alterações radicais trazidas pela pandemia de Covid-19. Confira as principais tendências de perfis de consumidores.

  • Sempre um plano B: Após uma série de interrupções na cadeia de abastecimento, é um desafio assegurar seus produtos e serviços habituais ou desejados. Por isso, os consumidores se planejam para ter sempre um plano B, comprando itens similares ou encontrar soluções criativas alternativas. Aproximadamente 28% dos clientes tentaram comprar produtos e serviços de origem local em 2021. Muitos deles buscaram serviços de assinatura, seja pela conveniência, apreço aos produtos ou uma marca, para experimentar uma variedade de produtos novos.
  • Agentes do clima: O ativismo verde e os estilos de vida baseados no baixo teor de carbono vieram para ficar – aproximadamente 67% dos consumidores tentaram causar um impacto positivo no meio ambiente por meio de suas ações cotidianas no ano passado. Espera-se que as marcas se posicionem e mostrem ações por meio dos produtos, que devem ser mais sustentáveis.
  • Idosos digitais: Familiarizados com a tecnologia após precisarem ficar isolados, os idosos passam a ter autonomia para fazer compras e utilizar serviços por meio desse canal. Com isso, as empresas têm a oportunidade de adaptar sua experiência digital para atender às necessidades desse público. Em 2021, aproximadamente 82% dos consumidores com mais de 60 anos tinham um smartphone.
  • Aficionados financeiros: Os consumidores estão ganhando confiança para investir e se tornando experientes em poupar para fortalecer a segurança financeira. Além disso, a “lei” é gastar menos e economizar mais. Cerca de 51% dos consumidores acreditam que terão melhores condições financeiras nos próximos cinco anos.
  • Grande renovação da vida: A pandemia conduziu os consumidores a uma grande renovação da vida, resultando em drásticas mudanças pessoais e um recomeço coletivo em relação a valores, estilos de vida e objetivos. As empresas precisam inovar em bens, serviços e experiências que respondam a esse momento único. Em 2015, somente 12% dos consumidores priorizavam tempo para si mesmos. Em 2021, esse percentual dobrou, chegando a 24% e comprovando que agora preferem o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Movimento metaverso: O mundo, cada vez mais digital, está evoluindo de reuniões virtuais para realidades 3D imersivas, impulsionando o comércio eletrônico e as vendas de produtos virtuais. As pessoas estão em busca de encontrar uma identidade digital, formando comunidades.
  • Antigos produtos, novos donos: A tendência do ano é economizar – a mentalidade está mudando de possuir algo para ter experiências. O estigma da compra de segunda mão está sendo quebrado e impulsiona as vendas de pessoa a pessoa. As empresas precisam fazer mais com menos, por meio de investimento em economia circular, como programas de reciclagem, aluguel ou revenda, sempre com preços acessíveis.
  • Urbanos rurais: As comunidades suburbanas e rurais oferecem moradias mais espaçosas e paisagens mais verdes, o que acaba atraindo consumidores para fora da área metropolitana. Os moradores da cidade querem que esses benefícios sejam trazidos para seus bairros. Após o lockdown e a necessidade de trabalho remoto, as pessoas aprenderam a conviver com melhor qualidade do ar, menos congestionamento e o desejo por simplicidade. Cerca de 37% dos consumidores esperam trabalhar em casa no futuro, por exemplo.
  • Em busca do amor próprio: Aceitação, autocuidado e inclusão estão na vanguarda do estilo de vida do consumidor. Por isso, as empresas precisam criar conexões profundas com os clientes, por meio de produtos que provoquem bem-estar físico, emocional ou espiritual. Aproximadamente 56% dos consumidores acreditam que serão mais felizes nos próximos cinco anos.
  • Paradoxo da socialização: Os consumidores estão se aproximando de um retorno à vida pré-pandêmica de maneiras diferentes, com base em seus níveis de conforto. Alguns estão ansiosos para retornar às suas atividades normais, enquanto outros hesitam, criando o paradoxo da socialização. Por isso, as empresas devem fornecer soluções integradas e várias opções em todos os canais.

Veja também: Consumo de antiácido dispara em um ano, puxado pela classe C e casais com filhos

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Raphaela Quintans

Raphaela Quintans é jornalista. Atua desenvolvendo conteúdos para o portal Revista da Farmácia e redes sociais.
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